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Magazine Luiza venderá produtos na Blockbuster

Depois das lojas virtuais, que já comemoraram dez anos, a rede Magazine Luiza, com sede em Franca, interior de São Paulo, montará neste final de ano um braço em São Paulo, dentro da unidade de Guarulhos da Blockbuster. O projeto, ainda piloto, prevê a montagem de um quiosque de 20 m² dentro da locadora com terminal de computador onde ficarão as imagens dos artigos.As compras serão feitas ali mesmo, com auxílio de funcionários do Magazine. Embora todos os produtos possam ser vendidos, as ações promocionais vão envolver equipamentos afins, da linha de áudio e vídeo, como aparelhos de DVDs, televisores de telas grandes e home theater. Alguns estarão expostos em displays no local.Vendas onlineAlém do acréscimo em vendas, o objetivo do Magazine Luiza, de acordo com Trajano, é o fortalecimento da imagem no mercado paulistano, onde a empresa não investe em mídia nem tem loja física, mas contabiliza bons resultados nas vendas online: a região metropolitana representa 40% do faturamento do site (www.magazineluiza.com.br).O projeto ficará em teste até dezembro em Guarulhos, onde a locadora tem apenas uma operação. Se bem-sucedido, poderá ser mantido ou repetido em outras unidades. A escolha, de acordo com o presidente da Blockbuster Brasil, Artur Negri, levou em conta o potencial de crescimento do consumo de DVDs deste ponto. A intenção da multinacional é agregar atrativos às suas locadoras, além de ajudar a desenvolver o segmento, o que gera reflexos no próprio negócio.As lojas virtuais foram inventadas pelo Magazine Luiza em 1992, quando a Internet apenas engatinhava. Foi a estratégia para marcar presença em pequenas cidades que não comportavam o investimento de uma loja normal e serviu também para preencher o espaço das grandes cadeias de eletroeletrônicos em processo de encolhimento no início da década. Hoje, as 32 lojas virtuais e o site respondem por 11% do faturamento.Manutenção de prazos e juros A rede está otimista para o Natal e aposta na superação das metas fixadas no início do ano -- crescimento de 12%. Indícios dessa possibilidade é o crescimento das vendas durante a primeira quinzena de novembro, quando as vendas subiram 39% no critério ´mesmas lojas´.Embora o período englobe as promoções de aniversário, o magazine acredita que o ânimo dos consumidores está melhor devido à estabilidade do dólar e ao final do processo eleitoral. Trajano argumenta ainda que a empresa aumentou sua participação de mercado nos últimos meses, graças à manutenção dos prazos e taxas de juros cobradas no crediário, enquanto toda concorrência fez alterações. O prazo médio foi mantido em dez vezes e a taxa de juros permaneceu em 4,9% ao mês.

Agencia Estado,

20 de novembro de 2002 | 13h49

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