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Magazine negocia para ter pagamento digital

A rede tem consultado diversos bancos, atrás de soluções que incluem a captura de transações com cartão (adquirência) e ainda um facilitador de pagamentos.

Coluna do Broad, O Estado de S.Paulo

13 Janeiro 2019 | 05h00

O Magazine Luiza começou a dar os primeiros passos para ter sua própria alternativa de pagamento digital. A rede tem consultado diversos bancos, atrás de soluções que incluem a captura de transações com cartão (adquirência) e ainda um facilitador de pagamentos. O Magazine Luiza não tem se restringido aos gigantes do setor financeiro em suas conversas. Ao contrário: tem preferido bancos com braços e experiência em operações digitais, inclusive os pequenos. Faz todo sentido. No passado, o casamento de varejistas com os grandes bancos não deu certo, com ambos os lados frustrados, o que acarretou em uma série de separações e parcerias revistas. 

Ideia. O objetivo foi anunciado por Frederico Trajano, presidente da rede, numa conferência com jornalistas em dezembro. À época, ele disse que a tendência era a companhia ter uma solução de conta digital ou wallet, como é chamada a carteira digital. Foi Fred, como é conhecido, que transformou a operação online do Magazine Luiza numa das poucas rentáveis da área. 

Mais. Depois de oferecer antecipação de recebíveis de vendedores em seu marketplace e um cartão de crédito digitalizado para os clientes, a ideia do Magazine Luiza agora é ampliar a atuação. A intenção anunciada é criar um SuperApp, como são chamados os aplicativos que reúnem diversas funcionalidades num só lugar e são usados com altíssima frequência em países como a China. Procurado, o Magazine Luiza não comentou.

Sofisticação. A gestora de recursos da seguradora SulAmérica bateu a marca de R$ 42 bilhões de ativos sob gestão. Nos últimos tempos, a asset tem se dedicado a produtos de maior valor agregado. O cenário de juros baixos e inflação sob controle, na visão do vice-presidente de Investimentos, Vida e Previdência da SulAmérica, Marcelo Mello, deve servir de motor para soluções mais sofisticadas ao longo deste ano. 

Nicho. Seguradoras têm apostado na gestão de recursos como uma forma de aplicar melhor seu próprio dinheiro e, de quebra, fidelizar os clientes com outros produtos além do seguro. Engordam essa lista nomes como Porto Seguro, Mapfre, Icatu, Mongeral e Seguros Unimed, além do ressegurador IRB Brasil Re.

Inteligência. Depois de experimentar câmeras com inteligência artificial em algumas de suas agências, o Itaú Unibanco resolveu expandir a experiência neste ano. Por meio de um banco de dados, elas são capazes de identificar atitudes suspeitas e objetos como armas de fogo e barras de ferro. Assim, a instituição consegue ser mais ágil em acionar o sistema de segurança.

Dez vezes mais. Apesar de não detalhar números ou resultados por questões estratégicas, o banco diz que a cada R$ 1 gasto em projetos de tecnologia, como o das câmeras inteligentes, seu retorno é decuplicado. Até por isso, o investimento em sistemas e experiência do cliente teve alta de 40%, nos últimos dois anos.

Tijolo digital. A 3i Digital, imobiliária focada na captação de clientes pela internet, está aceitando pagamento de imóveis de alto padrão em bitcoin. A opção veio da parceria firmada em dezembro com a Warp Exchange, empresa de tecnologia aplicada ao mercado da criptoeconomia. A popularização da moeda digital impulsionou a nova imobiliária a adotar essa forma de pagamento. De acordo com pesquisa da Universidade de Cambridge, cerca de 54 milhões de novos usuários entraram no ecossistema das criptomoedas em 2018. 

 

Vento a favor. De olho no possível aquecimento do mercado de aviação, o Mattos Filho Advogados contratou uma nova sócia para trabalhar com dedicação total no setor. O escritório anunciou que Adriana Simões, especialista em financiamento de aeronaves e questões contratuais e regulatórias, com passagem na butique especializada no setor Abdalla & Zimmermann Advogados, passa a fazer parte de seu time. Adriana atuará em colaboração com outras áreas do escritório, reforçando o grupo multidisciplinar que atende a indústria de aviação em assuntos como mercado de capitais, fusões e aquisições, resoluções de disputas, seguros, gestão patrimonial, ambiental e infraestrutura. 

Plano de voo. Com a experiência de 14 anos em direito aeronáutico da nova sócia, o Mattos Filhos aposta em novas oportunidades na área nos próximos anos. Além das perspectivas favoráveis da economia, as recentes mudanças regulatórias, como o fim do limite de capital estrangeiro ao setor, podem acelerar os negócios. O Mattos Filho assessorou no passado as aberturas de capital da Gol e da Embraer.

 

*COM CRISTIANE BARBIERI, DAYANNE SOUSA E LETÍCIA FUCUCHIMA


 

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