Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Maggi prevê que autorização de plantas frigoríficas de venda de carne à China comece em 60 dias

Cada planta deve gerar vendas médias de 40 milhões de dólares por ano

Célia Froufe, enviada especial a Pequim, O Estado de S.Paulo

02 Setembro 2017 | 09h12

Pequim - O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, previu ao Broadcast que as primeiras notícias sobre negócios práticos de plantas frigoríficas para a China devem sair em cerca de 60 dias. Técnicos do ministério que acompanham Maggi, no entanto, fizeram projeções um pouco mais conservadoras, de que resultados efetivos devem começar a ser vistos até o fim do ano. Pelos cálculos do MAPA, cada planta dessas, individualmente, deve gerar vendas médias de US$ 40 milhões por ano, aproximadamente.

Maggi conversou com o Broadcast durante intervalo de um seminário que o governo brasileiro realiza em Pequim para atrair investimento chinês para o País. Ele acompanha o presidente Michel Temer na cidade e também para Xiamen, neste domingo, onde ocorrerá a cúpula dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Na sexta-feira, o presidente chinês Xi Jinping afirmou à comitiva brasileira governamental que vai iniciar o processo para a abertura de plantas frigoríficas que vão poder exportar para o país asiático. Esse prazo considerado pelo ministério leva em conta visitas técnicas que devem ocorrer entre os dois países nos próximos dias. De acordo com o governo, a decisão foi tomada pela China justamente depois de uma visita técnica realizada ao País há alguns dias.

A lista e plantas na fila à espera de serem aprovadas pelo governo chinês é de cerca de 80, conforme o governo. No encontro com o governo chinês, Xi Jinping disse, segundo Maggi, que ele é consumidor da carne brasileira e quer ampliar as compras no país. Ele também se disse um "garoto-propaganda" do produto.

Maggi comemora abertura do mercado indiano para maça brasileira

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, procurava uma maçã durante o intervalo do café do seminário para potenciais investidores chineses no Brasil, promovido pelo governo em Pequim hoje, para tirar uma foto com a fruta. "A Índia abriu para o Brasil a importação. A informação chegou ontem", comemorou o ministro, quando abordado pela equipe do Broadcast.

Essa liberação significa, na prática, que os exportadores já podem começar a negociar o produto com os indianos porque foi aprovada a certificação fitossanitária. "Esta é uma excelente notícia para o Sul do País", avaliou Maggi. De acordo com o governo brasileiro, já há a expectativa de que, no ano que vem, a Índia seja o maior mercado da fruta no exterior para o Brasil.

O ministro compõe a comitiva do presidente Michel Temer, na China. Além de Pequim, o grupo se deslocará amanhã para Xiamen, para participar do encontro da cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).  

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