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Magliano afirma que ideal seria Bolsa negociar R$ 2 bi por dia

O presidente da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), Raymundo Magliano, afirmou hoje que o ideal para a Bolsa se tornar mais atrativa é ter um volume diário de negociações de pelo menos R$ 2 bilhões, no prazo de seis meses. Segundo ele, com o aumento da liquidez (facilidade de negociação) do mercado acionário, mais empresas vão se interessar em abrir o seu capital. "Nós não entramos na questão de valorização ou desvalorização do mercado acionário. Para nós, o fundamental é o volume", disse Magliano. Atualmente, um total de 380 empresas têm capital aberto, o que é "muito pouco". É preciso, segundo o presidente da Bovespa, aumentar esse número para, no mínimo, mil empresas, em pelo menos dois anos. Ele disse que estudos mostram que o potencial do mercado brasileiro é de 5 mil empresas. Ele disse ainda que para uma empresa ser estimulada a abrir seu capital é preciso desenvolvimento econômico e taxas de juros declinantes, para que o preço de ações seja competitivo. Nesse contexto, segundo ele, as empresas serão animadas a abrir o capital.Magliano admite que a bolsa já está refletindo "um melhor humor" na direção do desenvolvimento econômico, queda dos juros e aumento da produção. Ele também considera muito importante o aumento da participação de pessoas físicas no mercado acionário. Hoje, 27% do volume diário negociado na Bovespa é feito por pessoas físicas, contra os cerca de 15% existentes há três anos. Pessoa FísicaA meta, segundo Magliano, é se chegar a uma participação de 35% de pessoas físicas, patamar semelhante ao mercado norte americano. "A Bovespa está trabalhando nessa direção", disse. Por isso, a instituição manterá a mobilização para ver aprovado o projeto de lei em tramitação no Senado, apresentado no ano passado pelo então senador Antônio Carlos Magalhães Junior, que permite investimentos em ações com recursos do FGTS.Magliano disse que se reunirá, ainda hoje, com o relator do projeto na Comissão de Assuntos Econômicos, Tasso Jereissati (PSDB-CE). O setor de construção civil, segundo ele, está pressionando para que o projeto não seja aprovado, porque se sente ameaçado com a aprovação do projeto. Ele fez questão de ressaltar, também, que o investimento em Bolsa não pode ser considerado no horizonte de curto prazo de um mês, três meses ou um ano. Os investimentos em Bolsa, segundo ele, devem ter como expectativa o prazo mínimo de 10 danos, porque se trata de um mercado de risco. FGTSA Bolsa "vai lutar" para aprovar o projeto que permite a utilização dos recursos do FGTS e para reduzir a alíquota do imposto de renda de 20% para 10% sobre o ganho no mercado acionário. Magliano está participando, neste momento, de um evento na CNI para discutir o plano diretor do mercado de capitais brasileiro e o projeto sobre utilização do FGTS.

Agencia Estado,

09 de setembro de 2003 | 13h01

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