Magliano tenta apressar aprovação de compra de ações com FGTS

O presidente da Bolsa de Valores do Estado de São Paulo (Bovespa), Raymundo Magliano Filho, iniciou nesta manhã, a campanha para a rápida aprovação do projeto de lei do ex-senador Antônio Carlos Júnior, que autoriza a compra de ações com recursos do FGTS. O trabalho de convencimento foi iniciado com uma visita ao gabinete do presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Ramez Tebet, que já indicou para relatar a matéria o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Tebet disse que ainda não tem conhecimento do teor do projeto, mas garantiu que este, assim como os demais que se encontram na comissão, não ficarão parados. Magliano disse que a partir de agora visitará todos os senadores, começando pelos membros da CAE, para mostrar a importância do projeto que, segundo ele, tem apoio do governo. O assunto foi debatido desde o tempo da campanha eleitoral, com assessores do então candidato à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Na época, segundo Magliano, Lula teria manifestado preocupação com a garantia que os trabalhadores teriam sobre esse investimento. Em função disso foi acolhida sugestão do presidente da Abamec, Humberto Casagrande, para que fossem assegurados rendimentos equivalentes a, no mínimo, a remuneração do FGTS (TR mais 3% ao ano). Pelo projeto só poderão ser compradas ações de emissão primária das empresas do novo mercado, guiadas por padrões mínimos de governança corporativa. As ações, ordinárias ou preferenciais, poderão ser resgatadas no prazo de dois a cinco anos após a emissão. As ações devem conter prazo de resgate e remuneração. Antes do resgate, o trabalhador poderá optar por trocar essas ações pelos papéis convencionais comercializados na Bolsa. Segundo Magliano, o projeto tem a vantagem de garantir recursos para investimentos nas empresas, que serão usados na geração de emprego, já que só serão comercializadas ações destinadas ao aumento de capital.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.