Magnata dos EUA rejeita proposta de Lula contra a fome

O maior doador privado da história da ONU, o magnata norte-americano Ted Turner, não compartilha da idéia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de criar taxas sobre o capital financeiro internacional e sobre o comércio de armas para financiar a luta contra a fome. Turner nem sequer coloca a fome como uma das prioridades da sua entidade, a Fundação das Nações Unidas, que tem entre seus conselheiros a ex-primeira-dama Ruth Cardoso.Entre as prioridades estabelecidas pela fundação estão a segurança, saúde de crianças, direitos humanos, meio ambiente e políticas para a mulher. "Sabemos que há muitos problemas relacionados à fome, mas não podemos fazer tudo", afirmou Turner. A fundação existe há sete anos e já emprestou US$ 500 milhões para ONU, com planos de doar mas US$ 500 milhões.Para ele, "não pode haver uma participação forçada" nas doações. "Cheguei a pensar que uma pequena taxa sobre o movimentos de capitais poderia ser positiva, mas acredito que as ações devem ser voluntárias. Caso contrário, não é filantropia", afirmou. Ele aposta na filantropia das empresas como umas das saídas para melhorar a vida das pessoas. "Decidi dar metade do que eu tinha. O que ocorre no mundo é que há uma concentração de riquezas nas mãos de poucos e isso não é bom. Estaremos melhor se a riqueza for distribuída e se contarmos com uma classe média próspera em todo o mundo", afirmou.

Agencia Estado,

17 de junho de 2004 | 16h49

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