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Magnesita é uma empresa saudável, diz Coutinho

Banco vai injetar até R$ 245 milhões na companhia para pagamento de dívidas

Adriana Chiarini, RIO, O Estadao de S.Paulo

22 de agosto de 2009 | 00h00

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, classificou ontem como saudável a situação financeira da Magnesita Refratários, que anunciou no último dia 14 um aumento de capital para amortizar dívida de US$ 175 milhões com o banco JP Morgan. O elogio de Coutinho foi uma forma de justificar a decisão de que a empresa de participações da instituição, a BNDESPar, vire sócia da metalúrgica, com participação entre 2,8% e 12,2%, o que corresponderia a um aporte de capital entre R$ 56 milhões e R$ 245,2 milhões. "É uma empresa extremamente competitiva e das mais eficientes do mundo", disse ontem Coutinho, em rápida entrevista após cerimônia de assinatura de contrato de apoio à criação do Museu Pelé, em Santos.Para o executivo, a empresa, que é controlada pela GP Investimentos, foi "transitoriamente" afetada pela crise "muito profunda" da siderurgia mundial. "A empresa está bem, tem perspectiva muito boa de crescimento. É saudável", disse. O diagnóstico do presidente do banco é de que a empresa tem problema apenas de reestruturação do seu perfil de crédito. Coutinho lembrou também que a Magnesita é líder em tecnologia de refratários. O material é usado em altos-fornos de usinas siderúrgicas e por fabricantes de cimento. A Magnesita devia cerca de R$ 2 bilhões antes do processo de aumento de R$ 350 milhões em seu capital, com a participação do banco de desenvolvimento. Ontem, no início da noite, o BNDES informou em nota que "a companhia concluiu com sucesso a renegociação de seus principais empréstimos e financiamentos (com instituições como JP Morgan, Itaú BBA e Bradesco)". Os valores não foram informados. "O porcentual exato de participação acionária da BNDESPar está condicionado ao exercício do direito de preferência por parte dos acionistas minoritários da Magnesita (terão direito de subscrever o aumento de capital todos os acionistas que forem titulares de ações da companhia até o dia 17 de agosto de 2009)", registra a nota do banco. O prazo para os acionistas participarem do aumento de capital vai até 17 de setembro. Além do Brasil, a companhia tem operações nos Estados Unidos, em países europeus, na Ásia e na Argentina, e o banco espera que a empresa possa prosseguir com seu processo de internacionalização depois da reestruturação de seu capital. "O BNDES acredita que, com a finalização da operação, a Magnesita sairá fortalecida, permitindo que a companhia continue em sua trajetória de crescimento e busque seus objetivos de longo prazo", diz a nota.

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