Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Maia defende que candidatos apoiem a reforma da Previdência

Presidente da Câmara diz não conseguir 'entender' candidatos que fazem promessas a pessoas que precisam do Estado 'sem discutir a Previdência'

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

02 Dezembro 2017 | 00h19

RIO – O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta sexta-feira, 1, que parlamentares que se candidatarem em 2018 sem terem votado favoravelmente pela reforma da Previdência estarão iludindo seus eleitores. “Não consigo entender como alguém vai para a eleição prometendo alguma coisa para as pessoas que precisam do Estado brasileiro, de educação e saúde de melhor qualidade, sem discutir a Previdência. Do meu ponto de vista, quem faz isso está mentindo muito”, declarou.

“Tenho tanta clareza de que quem está preocupado com as pessoas que ganham menos, com o futuro das crianças brasileiras, são os que querem fazer a reforma hoje, que vou continuar defendendo a votação, por mais que eu saiba que é muito difícil”, afirmou Maia, no Rio, em evento sobre segurança pública na Procuradoria-Geral do Estado.

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Para o deputado, a aprovação da reforma em 2017 resultará num 2018 de recuperação econômica e mais empregos. Ao comentar os resultados do PIB, disse que a reforma trabalhista já está ajudando a economia.

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“O mais importante é que está se projetando crescimento de 3% no próximo ano, o que vai significar recuperação forte do setor produtivo, geração de emprego. A reforma trabalhista está ajudando”, argumentou.

O presidente da Câmara voltou a dizer que é melhor se manter realista sobre as dificuldades de aprovar a reforma da Previdência ainda em 2017. “A gente sabe que está muito distante dos 308 votos (necessários à aprovação), mas também que a única forma de melhorar a questão da segurança e outras áreas fundamentais é reformar o Estado. A reforma é que vai garantir os investimentos e manter os salários dos servidores em dia.”

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Ele negou que os servidores da Polícia Federal vão ficar de fora da reformulação, mas ressalvou que os pleitos feitos pelo novo superintendente, Fernando Segovia, serão atendidos. Os policiais poderão se aposentar com idade mínima de 55 anos e terão direito à integralidade do salário mesmo tendo ingressado no serviço público depois de 2003, em respeito a uma decisão judicial.

Maia disse esperar que saiam “nos próximos dias” os R$ 3 bilhões de ajuda federal ao Rio, que seriam usados para quitar o 13.º salário de 2016 dos policiais do Estado. Ele defendeu a permanência das tropas federais no Rio até o fim de 2018. “A coordenação da política de segurança precisa ser do governo federal, até porque as armas que estão matando nossas famílias não são produzidas no Brasil, isso é um crime federal.”

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