Fernando Frazão/Agência Brasil
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ESG

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Maia diz que Guedes tem credibilidade e uma mudança agora pode ser interpretada de forma negativa

Maia e Guedes divergiram sobre o tamanho do socorro a Estados e municípios no combate à pandemia, mas o presidente da Câmara defende a permanência do ministro no governo

Camila Turtelli e Gustavo Porto, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2020 | 15h51

BRASÍLIA -  Mesmo em conflito com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu a permanência do economista no governo de Jair Bolsonaro.

“No meio de uma pandemia, troca de ministros sempre gera insegurança. Você tem dois ex-ministros que têm ainda credibilidade na sociedade (Luiz Henrique Mandetta e Sergio Moro) e um terceiro, Paulo Guedes, que também tem credibilidade na sociedade. Tive alguns conflitos com ele nas últimas semanas, mas isso não me coloca aqui apenas para criticá-lo, ele tem credibilidade”, disse Maia ao ser questionado sobre uma possível saída de Guedes. 

Para Maia, uma mudança agora pode ser interpretada de forma negativa pela sociedade. “Acho que ele (Guedes) tem tentado colaborar da forma que ele acredita, por isso que muitas vezes a gente diverge, mas diverge do ponto de vista das ideias, não do pessoal. O que a gente espera é que com menos turbulência, todos juntos possam construir um caminho para que o Brasil possa superar essa crise, com um dano menor”. 

Maia e Guedes divergiram sobre o tamanho do socorro a Estados e municípios no combate à pandemia. A Câmara aprovou um projeto que prevê a compensação da queda de arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do Imposto Sobre Serviços (ISS) pela União. Já o governo quer oferecer um valor fixo atrelado a contrapartidas, como o congelamento do salário de servidores

O projeto está sendo discutido agora pelo Senado.  “Acho que é legítimo que o Senado trabalhe e possa manter ou não, retificar o texto da Câmara, mas nós temos muita convicção (sobre o texto aprovado)”, disse Maia sobre o socorro aos Estados. 

“Não podemos esquecer que outros impostos, como o caso do IPVA, IPTU, também terão quedas de arrecadação grandes”, disse. “Vamos esperar o texto apresentado pelo presidente do Senado e vamos dialogar”, afirmou.

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