Jefferson Rudy/Agência Senado
Jefferson Rudy/Agência Senado

Maia e Eunício se dizem contra mudança na meta fiscal

Segundo o presidente do Senado, chefes das casas querem encontrar soluções para a dificuldade do governo em fechar as contas sem aumento de impostos

Igor Gadelha, Carla Araujo, O Estado de S.Paulo

01 Agosto 2017 | 14h13

BRASÍLIA - O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), afirmou nesta terça-feira que, assim como o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem "dificuldade" para aceitar modificação na meta fiscal deste ano, como vem estudando o governo federal.

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"Nós temos dificuldade, ambos, tanto o presidente da Câmara quanto do Senado, de modificação na meta fiscal. Temos que encontrar mecanismos dentro da Câmara e do Senado que não sejam acréscimo de impostos e geração de inflação", afirmou o peemedebista em entrevista após café da manhã com Maia, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e líderes da base aliada na Câmara.

O governo estuda aumentar o déficit nas contas públicas previsto para este ano em até R$ 20 bilhões. Caso se concretize, a meta fiscal será alterada para um rombo de até R$ 159 bilhões. Hoje a meta de 2017 está fixada em déficit de R$ 139 bilhões.

Divergência. Quanto à possível nova meta fiscal, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que não há divergência do governo e que a decisão sobre qualquer mudança será do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. "Não tem divergência nenhuma. O ministro Meirelles começou a analisar esse tema e ele é o condutor da política econômica do governo", disse. "A posição do ministro Meirelles é a posição do governo."

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Embora tenha assumido o compromisso, há um ano, de que o rombo das contas do governo não ultrapassaria os R$ 139 bilhões em 2017, o ministro da Fazenda já admite mudanças. "Em relação à questão da meta fiscal, estamos analisando o assunto; no momento a meta anunciada será seguida", afirmou ontem. 

Padilha chegou na comitiva do presidente Michel Temer a um almoço oferecido pela Frente Parlamentar de Agropecuária em uma casa no Lago Sul, em Brasília. Padilha estava com o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, e com o líder do governo no Senado, Romero Jucá. 

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