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Maia trocou farpas com o deputado Paulo Teixeira (PT) durante a votação

'O senhor pode colocar seu dedo onde quiser', diz presidente da Câmara a petista durante sessão

Igor Gadelha e Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2016 | 01h50

BRASÍLIA – O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), trocou farpas com o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) durante a votação em segundo turno dos destaques da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria um teto para os gastos públicos, na madrugada desta quarta-feira, 26.

“Deputado, não precisa apontar o dedo. Eu não tenho medo do seu dedo. O senhor pode colocar seu dedo onde vossa excelência quiser. Não venha para cima de mim, não”, afirmou Maia em tom exaltado, após Teixeira fazer uma reclamação contra a condução dos trabalhos da sessão com o dedo em riste.

Maia ficou irritado quando Teixeira o acusou de não reagir adequadamente com uma questão de ordem apresentada pela deputada Erika Kokay (PT-DF). A petista tinha reclamado que outros parlamentares não estavam respeitando a fala de lideranças da oposição durante a sessão.

Ao responder a questão de ordem apresentada por Erika, Maia criticou a petista. O presidente da Câmara afirmou que a deputada do Distrito Federal deveria ter feito o questionamento quando manifestantes nas galerias faziam barulho enquanto deputados da base aliada discursavam em plenário.

“Ou vossa excelência consegue colocar ordem no plenário para que todos escutem todos, ou este plenário passará a ser um lugar inaceitável de se conviver”, afirmou Teixeira. “Ou vossa excelência se comporta como presidente desta Casa...”, tentou concluir, quando foi interrompido por Maia.

"Eu abri a galeria, fiz um acordo e fomos desrespeitados aqui. Pode berrar a vontade. Está pensando o que? Quem abriu a galeria fui eu, não foi a base, não", retrucou Maia a Teixeira. Os manifestantes foram retirados por ordem do presidente da Câmara, por protestarem em voz alta durante a sessão.

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