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Maílson apóia ação do BC para estancar queda do dólar

O economista e ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, acredita que o Banco Central intervirá no mercado, caso o dólar caia abaixo de um determinado patamar. "É natural que o BC intervenha em regime de câmbio flutuante, já que não existe esse regime puro", afirmou ele em entrevista ao Jornal das Dez, da "Globo News". Porém, o ex-ministro entende que esse patamar ainda não foi atingido, apesar de, ao intervir no mercado quando o câmbio estava a R$ 2,70, o BC deu a impressão de ter estabelecido um piso. Maílson também não crê que a opção tenha sido feita para recompor as reservas brasileiras: "Em novembro houve uma saída líquida de mais de US$ 1 bilhão. Portanto, não seria o momento de recompor reservas porque não se tem dólar sobrando."O economista acha que serão necessários mais alguns dias para que o mercado assimile a real intenção do BC ao entrar comprando a moeda norte-americana. "É preciso mais algum tempo para entender efetivamente o que o BC quis dizer, qual é a mensagem que ele quis transmitir", salientou. Maílson da Nóbrega prevê que, daqui para a frente, deverão prevalecer as condições de mercado, com o dólar se desvalorizando frente as demais moedas, inclusive a brasileira, gerando movimentos de arbitragem que deixam o BC sem muita margem de manobra."O BC não tem força para se contrapor a esses fundamentos, a essas razões objetivas que fazem o real se valorizar", explicou o ex-ministro. E ressalvou: "Não estou dizendo que (o dólar) vai chegar a R$ 2,50. Nesse caso, o BC tem que intervir mesmo. Mas eu acho que não está configurada a hipótese que justifique uma intervenção mais forte do BC."

Agencia Estado,

07 de dezembro de 2004 | 06h19

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