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Maior acionista da BM&F vê com bons olhos integração com Bovespa

Maior acionista da BM&F, o CME Groupvê com bons olhos a possível união entre a bolsa brasileira defuturos e a Bovespa. O CME Group detém 10 por cento da Bolsa de Mercadorias &Futuros (BM&F), após a parceria fechada para levar os produtosda bolsa brasileira à plataforma de negociação eletrônicaGlobex --presente em mais de 80 países. "Nós apoiamos as estratégias que (o presidente do conselhoda BM&F Manoel Felix Cintra) Neto e o diretor-geral estãodiscutindo", afirmou nesta quarta-feira o diretor-geral do CMEGroup, Craig Donohue, que agora faz parte do Conselho da BM&F. O executivo evitou comentários mais detalhados sobre apossibilidade de os produtos da Bolsa de Valores de São Paulotambém virem a ser negociados no Globex, mas destacou que oBrasil é uma forte aposta para sua expansão. "O Brasil é uma grande oportunidade de crescimento...Estamos animados para estender nossa presença na AméricaLatina." BM&F e Bovespa Holding anunciaram na semana passada oinício das conversas para uma possível união. O prazo deexclusividade nas negociações entre as duas acaba em poucomenos de 60 dias. Segundo o diretor-geral da BM&F, EdemirPinto, o modelo do negócio ainda está sendo avaliado. Ele citou que fusões e aquisições, mesmo internacionais,estão entre os pilares da BM&F para crescer, assim como aintegração com a plataforma Globex --prevista para até o finaldo terceiro trimestre-- e uma política de redução de custos. Segundo Edemir Pinto, a associação vai fazer com que osprodutos da bolsa brasileira, hoje distribuídos por meio de 600terminais, alcancem "dezenas de milhares de terminais". EFEITOS DA CRISE EXTERNA A BM&F divulgou na noite de terça-feira aumento de 48,7 porcento no lucro líquido em 2007, para 293,3 milhões de reais. Areceita operacional líquida cresceu 41,8 por cento, para 550,6milhões de reais. O objetivo de longo prazo é fazer com que a margemoperacional, atualmente em torno de 50 por cento, chegue a até75 por cento. Embora a crise externa, originada por problemas no setorimobiliário dos Estados Unidos, venha afetando o volume decontratos negociados na BM&F nos últimos meses, a receita temsofrido impacto menor. Isso porque o cálculo de emolumentos recolhidos pela bolsadepende do prazo dos contratos, e não só do número deles. Em janeiro, por exemplo, o volume de contratos negociadosrecuou 2,3 por cento frente ao mesmo período de 2007, enquantoa receita bruta cresceu 14,6 por cento. "Muitos dos participantes dos mercados da BM&F sãoinstitucionais e, entre eles, muitos dos bancos estrangeirosque sofreram com a crise do 'subprime'. Neste momento, elesficam mais avessos ao risco", comentou o diretor-geral da BM&F. "É um momento muito pontual de reposicionamento. Acho que éalgo passageiro."

DANIELA MACHADO, REUTERS

27 de fevereiro de 2008 | 14h14

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