Maior ataque terrorista aterroriza e pára mercados

O mercado financeiro brasileiro assistiu horrorizado esta manhã ao maior atentado terrorista da história americana, que atingiu em cheio os principais símbolos do capitalismo nos EUA: World Trade Center, Pentágono e Capitólio. As dramáticas imagens das chamas e da fumaça nas duas torres do World Trade Center desviaram a atenção das preocupações com a desaceleração econômica mundial. Em uma decisão inédita, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) suspendeu os negócios às 11h15, quando estava em baixa de 9,18%, evitando assim que fosse acionado o sistema de "circuit braker" (queda de 10%). Segundo a Assessoria de Imprensa da Bolsa, não haverá mais pregão hoje. A Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) suspendeu negócios com o Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bovespa - futuro.Os mercados de juros e dólar também tiveram uma manhã caótica. Oficialmente, os negócios com dólar e juros não foram suspensos, mas o mercado praticamente parou, sem referências de preços. A BM&F, após entendimento com o Banco Central, manteve abertos os negócios com juros e dólar futuros. O Tesouro Nacional suspendeu o seu leilão semanal de títulos públicos.O dólar alcançou cotação recorde, de R$ 2,6850, alta de 2,99% em relação ao fechamento de ontem. Há pouco, a moeda norte-americana era cotada a R$ 2,665, com alta 2,22% em relação aos últimos negócios de ontem. Nos contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - os juros estão em 23,190% ao ano, frente a 22,740% ao ano ontem. Mas, as taxas de juros são consideradas distorcidas, já que há poucos negócios no mercado. Há contratos de DI futuro, como os que têm vencimento em dezembro e abril, que pararam de ser negociados às 10 horas; portanto, suas taxas estão completamente defasadas.Os contratos futuros de petróleo para outubro explodiram esta manhã, antes dos negócios também serem suspensos. O preço do barril chegou a ser negociado a quase US$ 31,00 o barril, alta de 12%. Analistas de bancos estrangeiros ouvidos pela Agência Estado disseram que ainda não há condições de fazer qualquer análise sobre os desdobramentos da tragédia de hoje (veja mais informações no link abaixo).

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