Maior banco privado argentino pode ser vendido

O Banco Galicia, uma centenária instituição financeira que sobreviveu às diversas e intensas crises que a Argentina passou ao longo do último século, poderia ser vendido ao HSBC. A informação foi publicada pelo jornal Buenos Aires Económico, que sustenta que o Galicia, o maior banco privado ao país, poderia ter seu destino definido ainda neste fim de semana.O Galicia começou a ser atingido em fins do ano passado, quando perdeu US$ 3,5 bilhões de depósitos, pois diversos rumores indicavam que sua falência estava próxima. O ?corralito?, denominação do semicongelamento de depósitos bancários implementado em dezembro passado, agravou a crise de confiança em relação ao banco.Mas a imagem do Galicia complicou-se mais ainda quando o Banco Central do Uruguai suspendeu o funcionamento da subsidiária do Galicia neste país. Somaram-se a isso lutas viscerais dentro da família que controla o banco até agora, envolvendo o proprietário do banco, Eduardo Escassany, e sua irmã, Marisa, entre os quais existe uma relação de intenso ódio.O panorama agravou-se na semana passada, quando o Banco Central argentino informou que não estava disposto a respaldar o Galicia. Segundo o Buenos Aires Económico, o HSBC ficaria com 51% do Galicia, banco que possui 275 sucursais, um patrimônio de 1,4 bilhão de pesos (US$ 700 milhões), ativos de 13,2 bilhões de pesos (US$ 6,6 bilhões), depósitos de 8,5 bilhões de pesos (US$ 4,2 bilhões) e empréstimos de 8,5 bilhões de pesos (US$ 4,2 bilhões).O Banco Galicia tem 1,78 milhão de clientes. No entanto, outras fontes do sistema financeiro informaram que o JP Morgan e o Banco Hipotecario também estariam interessados no Galicia. O Hipotecario é controlado pela organização IRSA, na qual o magnata internacional George Soros possui ampla participação.O ministério da Economia anunciou que a Argentina teve um superávit comercial de US$ 960 milhões em janeiro. O país exportou US$ 1,8 bilhão, uma queda de 12% em comparação com o mesmo mês do ano passado. As importações argentinas foram de US$ 853 milhões, equivalente a uma queda de 56%.Leia o especial

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