EDP Renováveis
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Maior parque solar de São Paulo pode abastecer cidade de 751 mil habitantes

Projeto da multinacional portuguesa EDP Renováveis, inaugurado nesta sexta, ocupa área equivalente a 421 campos de futebol no município de Pereira Barreto e recebeu investimento de R$ 750 milhões

Renée Pereira, O Estado de S.Paulo

08 de outubro de 2021 | 11h27
Atualizado 08 de outubro de 2021 | 16h22

A EDP Renováveis (EDPR), multinacional portuguesa de energia, inaugurou nesta sexta-feira, 8, o maior parque solar do Estado de São Paulo e quinto maior do Brasil. Com capacidade para 252 megawatts (MW), o complexo está localizado na cidade de Pereira Barreto, a 635 km da capital, e gera energia suficiente para abastecer um município de 751 mil habitantes. O investimento no projeto foi de R$ 750 milhões.

A planta tem 600 mil placas solares instaladas numa área equivalente a 421 campos de futebol. O projeto faz parte da transição energética da EDP, cujo compromisso é chegar em 2030 com 90% de redução de emissões comparado a 2011. No Brasil, a meta deverá ser alcançada sobretudo com a expansão da geração de energia eólica e solar - centralizada e distribuída. 

Só o projeto de Pereira Barreto evitará a emissão de mais de 150 toneladas de CO2 por ano. Segundo o presidente global a EDPR, Miguel Stilwell, outras plantas deverão ser construídas na região nos próximos anos. “Esse projeto representa a aposta da empresa pela diversificação, neste caso pela energia solar fotovoltaica.” Nos próximos cinco anos, a empresa planeja investir R$ 16 bilhões no Brasil. Esse montante inclui geração, transmissão e também distribuição de energia.

Segundo ele, o Brasil é um mercado chave para a realização do plano de negócios do grupo. Isso porque o País tem um grande potencial nas duas fontes renováveis em várias regiões. Stilwell acredita que crises, como a que o Brasil e a Europa enfrentam hoje no setor energético, só serão amenizadas com a diversificação das fontes de energia - de preferência renováveis. 

O executivo conta que, a exemplo do mercado brasileiro, a Europa vive uma onda de alta nas tarifas de energia por causa do gás natural. O preço do combustível está seis vezes mais caro em relação a 2020. Isso porque há maior demanda pelo produto por causa da retomada das economias. Há também problemas de abastecimento, com atrasos na manutenção e queda nos investimentos.

Por aqui, o problema é a baixa dos reservatórios pela falta de chuva. E nesse cenário as fontes renováveis têm dado grande contribuição. Em alguns dias, as eólicas têm conseguido fornecer até 20% de toda a energia consumida no País.

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