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Maior problema será volta da inflação, diz Furlan

O presidente da Sadia, Luiz Fernando Furlan, afirmou que a volta da inflação poderá ser o grande problema do governo eleito. ?A reindexação de preços e salários pode enfraquecer empresas e qualquer plano de governo", disse o empresário durante plenária realizada na Cúpula de Negócios para a América Latina 2002. Segundo ele, o desafio do PT neste início de governo será conciliar seus anseios com o mercado."O PT e o presidente eleito têm que ter a habilidade de responder aos anseios dos eleitores que o colocaram no governo, sem esquecer que existe o mercado que todos os dias reage diferentemente e até equivocadamente, como foi no caso da declaração da prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, sobre a possibilidade de rolagem das dívidas públicas da cidade", disse.Furlan afirmou que a empresa espera crescimento nas vendas no final deste ano. "Temos uma impressão moderadamente positiva, no mínimo igual à do ano passado". Para ele, entretanto, a expectativa de crescimento de preços, somada à desvalorização do Real frente ao dólar, poderia desestimular este avanço nas vendas. "Acredito que temos condições de chegar a um ajuste da taxa de câmbio, com o dólar a R$ 3 ou menos, que era a situação de junho deste ano."Segundo ele, o atual governo tomou medidas corretas ao elevar os juros. "Num curto prazo, a decisão do Copom influencia muito pouco. Ela é mais uma demonstração de que alguma coisa está sendo feita para combater a inflação, mas na prática, as coisas vão ficar como estão. A missão do atual governo é manter as coisas relativamente tranqüilas até o próximo governo assumir". Para a Sadia, ele acredita que a elevação dos juros, não deve ter qualquer efeito. "Temos 40% das vendas no exterior e nosso funding não é feito a taxas de mercado interno", disse.Produção internaFurlan também admitiu que o Brasil está passando novamente pela fase de substituição da importação em favorecimento da produção interna. Ele disse, entretanto, que é preciso não encarar este fator como uma nova política adotada pelo país, mas sim uma situação imposta pela desvalorização cambial. "Durante quatro anos tivemos uma substituição da produção brasileira por um câmbio totalmente defasado que fez com que produzir no Brasil deixasse de ser competitivo. O que nós temos agora é uma volta ao Brasil de oito anos atrás, onde produzir voltou a ser mais competitivo do que importar. Nossa realidade cambial favorece esta substituição", afirmou.

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