Maior procura por imóveis não altera os preços

Apesar do aumento da procura por imóveis em agosto como forma de investimento em São Paulo, conforme levantamento do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), as imobiliárias não sentiram alta nos preços. A mudança de comportamento afetou apenas a margem de negociação entre vendedor e comprador, reduzindo o desconto de praxe, explica o vice-presidente de locação do Secovi-SP. Segundo ele, os vendedores estão conseguindo o preço inicial ofertado. "O aumento de preço seria um segundo passo, mas isso não aconteceu", comenta.O diretor de locação da entidade, Luiz Fernando Gambi, diz que as imobiliárias perceberam apenas um aumento de giro nas vendas. Mas partiram de uma situação de represamento do mercado, o que não justifica uma alta dos ativos. Segundo ele, que também é sócio da Frema Imóveis, da Zona Oeste, as imobiliárias sentiram na prática a migração de investimentos em aplicações financeiras para apartamentos ou residências nos últimos anos. Embora a preferência seja pela aquisição de apartamentos ou casas para moradia, o levantamento do Secovi-SP constatou que houve procura também imóveis comerciais, tais como conjuntos de escritórios, salões (como de cabeleireiros), galpões e lojas. A entidade não detectou nenhum investimento em flat, porque esse setor, segundo o sindicato, está saturado.

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