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Wilton Junior/Estadão
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Maior produção de petróleo sob regime de partilha deve ajudar leilão, diz presidente de estatal

Segundo Eduardo Gerk, que comanda a PPSA, que opera a parte da União no pré-sal, quanto mais a produção desses campos se materializa, mais aumenta o interesse do mercado; leilão está previsto para setembro 

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2021 | 08h43

RIO - O aumento da produção de petróleo dos campos sob regime de partilha, que contam com a participação da União, deve garantir maior disputa no próximo leilão da commodity, programado pela Pré-Sal Petróleo (PPSA) - estatal que opera a parte da União no pré-sal - para ser realizado na B3 até setembro, disse o presidente da empresa, Eduardo Gerk, ao Estadão/Broadcast

Na quarta-feira, 14, a empresa teve seu contrato com a B3 publicado no Diário Oficial da União, no valor de R$ 734,4 mil, para a venda em leilão dos volumes de produção dos campos de Mero, Entorno de Sapinhoá, área individualizada de Tupi e Búzios, este último um dos maiores campos do mundo. Todos ficam na bacia de Santos.

De acordo com Gerk, quanto mais a produção desses campos se materializa, mais aumenta o interesse do mercado. Nesse terceiro leilão, o volume oferecido de Mero, por exemplo, já deverá ser mais que o dobro do último leilão. Os leilões da PPSA começaram em 2018. O primeiro, em abril daquele ano, não despertou interesse. O segundo, realizado em agosto do mesmo ano, vendeu 11,2 milhões de barris de petróleo, sendo 10,6 milhões de Mero e 600 mil barris de Sapinhoá.

A duração do novo contrato ainda não está definida, mas será superior a 1 ano, segundo Gerk. No leilão realizado em 2018, a proposta vencedora, da Petrobrás, foi para um contrato de 36 meses, que vence este ano.

"É uma questão de estratégia, as ofertas são em prazos diferentes e, naquele momento, em 2018, a melhor oferta foi pelo contrato de três anos", explica o diretor de Administração, Finanças e Comercialização da PPSA, Samir Awad.

Ele ressalta que a PPSA está trabalhando com volumes crescentes de produção em todos os contratos que administra para a União, principalmente do campo de Mero, que vai ter a primeira unidade do sistema definitivo instalada no ano que vem, e a segunda em 2023.

"Dos quatro petróleos que a gente pretende ofertar (no leilão), essa será a produção mais material, deve passar do dobro do leilão anterior", diz Awad.

Segundo ele, com o sistema definitivo instalado as incertezas são afastadas e o interesse deve ser maior. Já o campo de Búzios terá seu acordo de coparticipação assinado em setembro, informou.

A Petrobrás assinou em junho acordo de coparticipação com a PPSA e as parceiras CNODC Brasil Petróleo e Gás (CNODC) e CNOOC Petroleum Brasil que irá regular a coexistência dos contratos de cessão onerosa e de partilha de produção do excedente da cessão onerosa para o campo de Búzios, no pré-sal da bacia de Santos. Com o início de vigência do acordo, a participação na jazida de Búzios será de 92,666% da estatal e 3,667% de cada um dos parceiros.

Apesar de não trabalhar com a hipótese de mais um leilão vazio, o diretor da PPSA informou que o "plano B", no caso de não haver ofertas, será a venda no mercado à vista até a formulação de um novo certame.

Concurso

Com o crescimento da produção e a continuidade dos leilões de petróleo, a PPSA também quer crescer e trabalha com a Secretaria das Empresas Estatais (Sest) um plano de cargos e salários e um concurso público, para contratação de 60 a 80 pessoas em 2023, já que as eleições do próximo ano impedem que o processo seja efetivado.

"A produção de petróleo da União até 2030 vai ser bastante material e a empresa (PPSA) tem de estar estruturada para atender o que virá pela frente", explica Gerk.

Segundo ele e Awad, a PPSA está cheia de pessoal experiente "de cabelos brancos" e a intenção é renovar a empresa para deixar o quadro mais jovem.

"Até o fim do ano vamos entregar a proposta de cargos e salários, sabemos que 2022 é ano eleitoral, portanto sabemos que mesmo que consiga aprovação final da Sest, vamos fazer concurso mas não poderemos contratar durante a quarentena da eleição", destaca.

Os "cabelos brancos", porém, estão fazendo diferença na pandemia. Com 36 dos seus 58 empregados já completamente imunizados com a segunda dose da vacina contra o covid-19, já será possível iniciar um sistema de trabalho híbrido, entre presencial e home office, informa Gerk.

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