AFP PHOTO / Daniel LEAL-OLIVAS
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Maior risco para o Reino Unido é saída da UE sem acordo com o bloco, diz FMI

Fundo diz que, desde a decisão dos britânicos de deixar a União Europeia, investimento tem sido contido pelas incertezas e pela expectativa de custos futuros maiores no comércio

Gabriel Bueno da Costa, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2018 | 13h49

O Reino Unido enfrenta como maior risco à economia neste momento uma saída da União Europeia sem um acordo com o bloco, afirma o Fundo Monetário Internacional (FMI). Em relatório periódico sobre o quadro no país, o Fundo diz que, desde a decisão dos eleitores britânicos de deixar a UE, o investimento tem sido contido pelas incertezas e pela expectativa de custos futuros maiores no comércio.

A demanda doméstica fraca no Reino Unido é contrabalançada em parte pelas exportações líquidas mais fortes, avalia o FMI. No país, a economia mostra-se com pouca ociosidade e o desemprego está em níveis "historicamente baixos", aponta o Fundo. Além disso, mesmo com um aperto monetário já iniciado, as condições financeiras seguem "relativamente relaxadas", com taxas hipotecárias em níveis baixos e o crescimento do crédito em linha com o PIB. As autoridades se concentram na preparação para o Brexit, "que traz mudanças administrativas e legislativas significativas", lembra.

O Fundo projeta que o Reino Unido cresça 1,4% neste ano e 1,5% no próximo, com o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) avançando 2,3% e 2,1%, respectivamente. O cenário básico do FMI, porém, é de que haverá uma transição "suave" para um acordo de livre comércio entre o país e a UE. Já uma saída "desordenada" ou sem um período de transição representaria um impacto "significativo" no crescimento, alerta.

Para além do Brexit, os desafios dos países britânicos incluem o crescimento fraco da produtividade, a elevada dívida pública, o envelhecimento populacional e um grande déficit em conta corrente, na opinião do FMI.

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