Kin Cheung/AP - 18/12/2020
Kin Cheung/AP - 18/12/2020

Maioria das bolsas da Ásia fecha em alta; Europa opera em baixa

Feriado no Japão manteve os negócios em Tóquio fechados, enquanto na China, Xangai teve alta; mercados da Europa exibem números negativos nas primeiras horas desta quinta-feira, 31

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de dezembro de 2020 | 08h58

As bolsas asiáticas tiveram pregão atípico, na última sessão do ano. A Bolsa de Xangai operou e registrou ganho de mais de 1% nesta quinta-feira, 31, enquanto em Tóquio um feriado no Japão manteve os negócios fechados, na véspera do início do próximo ano.

A Bolsa de Xangai terminou em alta de 1,72%, em 3.473,07 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 1,78% a 2.437,58 pontos. Xangai exibiu seu maior ganho diário em 30 dias, com ações ligadas ao consumo puxando os ganhos. Em todo o ano atual, Xangai subiu 13,87% e Shenzhen saltou 41,48%. Como comparação, Tóquio subiu 16,01% em 2020.

Investidores na China monitoraram dados de atividade. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria do país recuou de 52,1 em novembro a 51,9 em dezembro, na leitura oficial, como previsto pelos analistas. Apesar do recuo, o PMI segue acima da marca de 50, o que mostra expansão da atividade nessa pesquisa. O PMI de serviços recuou de 56,4 em novembro para 55,7 em dezembro.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou com ganho de 0,31%, em 27.231,13 pontos. A sessão local hoje foi mais curta por causa do feriado, com alta pelo terceiro dia consecutivo. Em 2020, contudo, o Hang Seng recuou 3,40%, após fortes perdas em março, auge da pandemia na região. Nesta quinta-feira, Geely Auto teve ganho de 8,4% e Country Garden, de 3,3%.

Na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul não operou, por causa de um feriado local. Em Taiwan, o índice Taiex subiu 0,31%, a 14.732,53 pontos.

Na Oceania, o índice S&P/ASX 200 fechou em queda de 1,43%, em 6.587,10 pontos, na Bolsa de Sydney, em pregão também abreviado pelo feriado. As maiores baixas estiveram entre incorporadoras, papéis do setor financeiro e de saúde. O índice da bolsa australiana perdeu 1,5% em todo o ano.

Bolsas da Europa

Os mercados acionários da Europa exibem números negativos nas primeiras horas do pregão desta quinta-feira, em dia atípico, com volumes mais baixos e fechamento mais cedo nas praças que operam na véspera do ano-novo. Além disso, Frankfurt e Milão não funcionam, com feriados locais no último dia de 2020.

O índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 0,32%, a 398,98 pontos, por volta das 6h30 (de Brasília).

A Bolsa de Londres puxa as baixas, após o Reino Unido reforçar restrições ontem, diante do avanço da covid-19. O premiê Boris Johnson comentou ainda que pode haver mais medidas do tipo, diante da disseminação da doença, inclusive de uma cepa mais contagiosa do vírus encontrada recentemente no país e que já foi detectada em dezenas de outras nações. Em todo o ano atual, a Bolsa de Londres caminha para um recuo de mais de 14%, diante também das dificuldades na negociação do Brexit, embora neste caso um acordo comercial tenha sido concluído há alguns dias entre o Reino Unido e a União Europeia.

O avanço da covid-19 continua como preocupação, na Europa mas também em outras partes do mundo, como nos Estados Unidos, o que pode afetar as exportações do continente. A perspectiva de vacinação em massa ao longo do próximo ano, por outro lado, melhora expectativas. O JPMorgan projetou em relatório a clientes nesta semana que o mundo crescerá 4,9% em 2021, no ritmo mais forte em mais de duas décadas. Mesmo com a segunda onda da pandemia no curto prazo, a vacinação deve garantir mais mobilidade a partir de meados do ano, acredita o banco, enquanto os EUA aprovaram mais estímulos fiscais e o acordo no Brexit foi concretizado.

Às 6h50 (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 1,72%, Paris recuava 0,44%, Madri cedia 0,91% e Lisboa 0,23%. No câmbio, o euro subia a US$ 1,2291 e a libra tinha alta a US$ 1,3657.

Petróleo

Mesmo o recuo do dólar não é por ora suficiente para apoiar o petróleo na madrugada desta quinta-feira. A commodity tem baixa modesta, sem impulso após os ganhos de ontem, quando influenciou um recuo acima do esperado nos estoques semanais dos Estados Unidos. Investidores e analistas monitoram notícias da demanda, com novos surtos da covid-19 como riscos à perspectiva.

Às 4h52 (de Brasília), o petróleo WTI para fevereiro operava em baixa de 0,17%, a US$ 48,32 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para março, contrato mais líquido, caía 0,14%, a US$ 51,56 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE). 

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