Maioria das plataformas da Petrobrás na Bacia de Campos entra em greve

Categoria é contra a suspensão do pagamento de remuneração extra para os funcionários que trabalham embarcados

Mônica Ciarelli, da Agência Estado,

25 de julho de 2013 | 12h01

RIO - A greve de 24 horas dos petroleiros já conseguiu a adesão de 39 das 48 plataformas da Petrobrás na Bacia de Campos, segundo levantamento do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF). "A adesão está grande, em torno de 90%. Queremos chamar a atenção da empresa, que cortou o pagamento de repouso semanal remunerado", afirmou o coordenador geral do sindicato, José Maria Rangel.

Em maio, a Bacia de Campos produziu 82% da produção total do Brasil, de 1,99 milhão de barris de petróleo por dia e 37% da produção nacional de gás natural, de 74,9 milhões de metros cúbicos por dia.

O pagamento da remuneração extra para os funcionários que trabalham embarcados vinha sendo feito pela estatal desde abril do ano passado. Segundo Rangel, a paralisação afeta o trabalho de cerca de 5 mil trabalhadores na região.Segundo ele, apenas atividades ligadas a segurança estão sendo realizadas nas plataformas paradas. O sindicato realizará um novo levantamento sobre a greve que deverá ser divulgado à tarde.

O coordenador adiantou que o sindicato marcou para amanhã uma reunião para fazer um balanço da paralisação e definir se os petroleiros irão fazer uma greve por tempo indeterminado.

A categoria protesta contra decisão da Petrobrás de suspender o pagamento adicional por horas extras no repouso, segundo o sindicato.

A Petrobrás afirmou que está aberta para o diálogo com os sindicatos mas não informou se havia negociações ativas sobre a compensação de horas extras.

Em greves similares, de duração curta, no passado, a Petrobrás conseguiu manter a produção em suas plataformas.

(Com informações da Reuters)

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