Maioria de empregos gerados em SP são informais

A geração de empregos na Grande São Paulo em setembro mais uma vez se deu com uma forte presença da informalidade, avaliaram hoje os técnicos da Fundação Seade e do Dieese. Conforme a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) realizada pelas duas instituições, o número de assalariados sem carteira de trabalho cresceu 4% em setembro, enquanto o contingente de assalariados com carteira se manteve praticamente estável (-0,2%)."Além de termos um contingente muito elevado de desempregados, muitos empregos gerados têm baixa qualidade, sem carteira e proteção social, e baixo rendimento", opinou o diretor de Pesquisas e Análises de Dados da Fundação Seade, Sinesio Pires Ferreira.Na indústria, onde foram gerados 13 mil novas vagas em setembro, houve expansão de contratações com carteira de trabalho assinada e decréscimo de trabalhadores autônomos. "Se tivéssemos um crescimento econômico mais forte, os empregos gerados em serviços e comércio poderiam ser de melhor qualidade, como na indústria", avaliou o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio.O crescimento das vagas no setor industrial foi puxado pelo ramo de Alimentação, com alta de 18,1%, e de Metal-Mecânica, com alta de 2,6%. Em outros segmentos constatou-se, entretanto, redução de quadros: Vestuário e Têxtil (-3,4%), Gráfica e Papel (-2,3%), Química e Borracha (-1,9%) e no agregado Outras Indústrias (-1,2%).

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