finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Maioria dos bancos crê que crise irá durar até 2 anos

Pesquisa aponta ainda que, para 78% das instituições, mundo vive estágio intermediário da turbulência

Carolina Ruhman, da Agência Estado,

11 de novembro de 2008 | 17h35

A pesquisa Projeções e Expectativas de Mercado da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostrou que 95% das 30 instituições consultadas acreditam que o período de desaceleração da economia mundial deve durar até dois anos. Os outros 5% restantes apostam que esta fase da economia deve perdurar por mais de dois anos. Em relação ao Brasil, para 67% das instituições financeiras a desaceleração da economia brasileira deve durar um ano e, para os 33% restantes, o desaquecimento da economia nacional terá duração de dois anos. Veja também:De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise Entenda a disparada do dólar e seus efeitos A pesquisa da Febraban, divulgada nesta terça-feira, 11, apontou que, para 78% dos entrevistados, o mundo vive agora o estágio intermediário da crise. Os otimistas, que vêem o atual momento como o estágio final, correspondem a 13%. Já os pessimistas, minoria de 9%, acreditam que a crise apenas começou. Para a maioria dos entrevistados, 87%, a crise financeira deve contagiar a economia global. São apenas 13% que apostam que o contágio da economia real deve ser reduzido, dadas as medidas preventivas adotadas pelo governo. No cenário internacional, a maior preocupação das instituições financeiras é com uma evolução da crise financeira na economia norte-americana, citada por 68% das instituições. Destas, 64% também destacaram a diminuição da liquidez mundial como motivo para preocupação. O economista-chefe da Febraban, Rubens Sardemberg, destacou que apenas 21% das instituições citaram um eventual aumento da pressão inflacionária nos Estados Unidos como um fator a ser levado em conta em suas projeções. No cenário doméstico, os maiores temores são a desvalorização da taxa de câmbio, lembrada por 75%, e a desaceleração do crescimento do volume de crédito, citada por 68%. Sardemberg acredita que o Brasil tem vivido uma situação menos complicada do que o resto do mundo com a crise financeira. "A situação do Brasil é comparativamente melhor do que a de outros países", aponta. Ele cita o sistema financeiro capitalizado do País, o nível menor de alavancagem, a situação favorável das políticas institucionais brasileiras e o crescimento recente da economia doméstica como fatores importantes para o desempenho do País ao lidar com a crise.  Ele acredita que a situação dos países emergentes, em geral, é melhor do que a dos países desenvolvidos, mas aproveitou para ressaltar que os emergentes não constituem um bloco, vivem questões diferenciadas entre si. "Neste contexto todo, o Brasil está em uma boa situação", minimizou.

Tudo o que sabemos sobre:
Crise FinanceiraCrise nos EUAFebraban

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.