Yannis Behrakis/Reuters
Yannis Behrakis/Reuters

Maioria dos gregos aprova acordo com credores, mostram pesquisas

Para os economistas do BNP Paribas, a probabilidade de resultado 'sim', ou seja, a favor de um acordo com os credores e mais austeridade, é de 75%

Francine De Lorenzo, O Estado de S. Paulo

29 de junho de 2015 | 14h42

SÃO PAULO - Duas pesquisas de opinião publicadas neste domingo sugerem que a maioria da população da Grécia é a favor de um acordo do país com seus credores internacionais. Os levantamentos foram feitos antes do anúncio do governo grego de realização de um referendo sobre o tema, que deverá acontecer no próximo domingo, dia 5 de julho.

A pesquisa conduzida pela Alco para o jornal Proto Thema mostrou que 57% dos entrevistados apoiam um acordo com os credores, enquanto 27% defendem uma ruptura com o sistema atual.

Já o levantamento feito pela Kapa para o To Vima apontou que 47,4% dos consultados gostariam de ver um entendimento entre as partes, 33% se disseram contra e 18,4% se mostraram indecisos.

"Essas pesquisas provavelmente subestimam a fatia dos que votam a favor do euro", observou o Rabobank em nota enviada a clientes.

Para os economistas do BNP Paribas, é mais provável a vitória do "sim". "Assumindo que o plebiscito seja realizado, a probabilidade de resultado "sim" é de 75%", diz a instituição em relatório.

Neste caso, avalia o BNP Paribas, poderia haver uma mudança de governo e um eventual acordo com os credores, levando à liberação de recursos ao país. Já se o "não" vencer, comenta o banco, o atual impasse poderia se prolongar e as chances de a Grécia sair da zona do euro aumentariam.

"Mesmo a vitória do "sim" pode ser problemática, já que poderia levar a eleições gerais com a possibilidade de vitória do Syriza", pontua o BNP Paribas, que atualmente estima em 20% a probabilidade de a Grécia deixar a zona do euro. As chances de um acordo de última hora para se estender o programa de resgate ao país e evitar um plebiscito são baixas, na avaliação do banco, situando-se em 10%.

O Standard Bank também vê como mais provável que a Grécia deixe de pagar a dívida de € 1,6 bilhão junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI) que vence amanhã. Entretanto, a instituição ressalta que "o único caminho para a Grécia deixar a União Europeia é se ela mesma decidir faze-lo: isso não pode ser imposto". 

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