Wilton Junior|Estadão
Wilton Junior|Estadão

Leitor é contra a reforma, mas quer regra igual entre funcionário público e privado

Em enquete, 50,6% dos leitores afirmam que a idade mínima deveria ser mantida como é hoje, com 55 anos para mulheres e 60 para homens

O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2017 | 19h46

A reforma da Previdência voltou a ser discutida com maior intensidade entre integrantes do governo. A ideia agora é aprovar uma versão mais enxuta do texto, seguindo a lógica de que é melhor aprovar um texto mais modesto em relação à proposta inicial e também com menos alterações.

Ainda assim, em enquete realizada pelo 'Estado', grande parte dos leitores se mostraram contrários ao que é proposto pelo governo. Dos 169 participantes, 69,2% declararam-se "contra" a reforma. Já 29,6% do público afirma ser a favor das mudanças.

Entre as novas propostas da emenda aglutinativa está a manutenção das idades mínimas em 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, segundo documento obtido pelo Estadão/Broadcast. O tempo mínimo de contribuição, por sua vez, ficou em 15 anos para trabalhadores do INSS e 25 anos para o caso de servidores.

Além disso, a regra de transição também está mantida, com elevação gradual das idades mínimas em um ano a cada biênio. O começo é em 53 anos para mulheres e 55 anos para homens, no INSS, e 55 anos para mulheres e 60 anos para homens no caso de servidores.

++Em 7 anos, Previdência exigirá ajustes

Na pesquisa, 50,6% dos leitores afirmam que a idade mínima deveria ser mantida como é hoje, com 55 anos para mulheres e 60 para homens. O restante dos participantes mostrou-se dividido: 22% concordam com a mudança estipulada pela reforma e 26,8% acreditam que homens e mulheres deveriam aposentar-se com a mesma idade, fixada em 60 anos.

Por último, os leitores do Estado opinaram sobre a unificação das regras dos setores privado e público, que inclui os parlamentares, mas exclui militares e também garante regras específicas para professores. Das respostas, 46,4% indicam que as normas deveriam ser iguais para todos os profissionais. Mais divididos, 16,3% daqueles que responderam acreditam que somente militares deveriam ter tratamento diferenciado, enquanto 17,5% pensa que apenas professores merecem regimento especial. Para 19,9% dos leitores, tanto professores quanto militares e também servidores públicos merecem regras exclusivas.

++Leia a emenda aglutinativa com as mudanças do relator

Na quarta-feira, 22, o relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), afirmou que as mudanças feitas por ele no texto que será votado diretamente no plenário da Casa facilitam "imensamente" a aprovação da proposta. Ele disse ter sentido nos últimos dias uma "mudança positiva" no sentimento da população em relação às alterações nas regras das aposentadorias. "Não ouço mais ninguém dizendo que essa reforma tira direito do trabalhador", afirmou. 

O relator reconheceu, porém, que o governo terá agora um trabalho "árduo" para alcançar os 308 votos necessários para aprovar a reforma no plenário no tempo desejado.

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