André Dusek/Estadão
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Maioria dos que não declararam voto no Placar da Previdência são do PMDB e PSDB

Segundo a ferramenta elaborada pelo 'Estado', as duas siglas são responsáveis por 33% dos 202 deputados que não anunciaram posicionamento

Bernardo Gonzaga Deivlin Vale* Liana Costa, especiais para o Estado

12 de maio de 2017 | 11h57

BRASÍLIA - Em meio à discussão sobre se vão obrigar os deputados a votar conforme orietnação do partido, PMDB e PSDB lideram a lista dos deputados que preferiram não abrir o voto sobre a reforma da Previdência. 

Segundo o Placar da Previdência, ferramenta elaborada pelo Grupo Estado, as duas siglas são responsáveis por 33% dos 202 deputados que não anunciaram posicionamento sobre a PEC. O levantamento foi realizado após a aprovação do texto-base na comissão especial da Câmara, no último dia 3. A previsão é que a proposta seja votada no plenário da casa até o início de junho.

O PMDB, partido do presidente Michel Temer, encabeça a lista com 36 deputados que optaram por não divulgar o voto sobre o texto, mesmo após as modificações realizadas pelo relator Arthur de Oliveira Maia (PPS-BA) na comissão especial. O número é superior ao do levantamento realizado antes da divulgação do parecer de Oliveira Maia, quando 13 parlamentares afirmaram não possuírem voto fechado.

No PSDB, partido com cinco ministérios no governo Temer, 31 dos 47 deputados não revelaram o voto. No Placar anterior, o total era de 17 parlamentares. Dos 14 políticos que passaram a adotar a postura de não manifestar o voto, nove haviam declarado, no levantamento anterior, serem contrários à proposta de reforma.

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O movimento é observado em ambos os partidos, que figuravam, na sondagem anterior à divulgação do parecer do relator, entre os líderes de votos contrários da base aliada. As duas bancadas podem ser decisivas para a aprovação da PEC na Câmara: o governo precisa de 308 votos, um terço dos 513 parlamentares, para que a reforma seja encaminhada ao Senado. Atualmente, apenas 82 deputados declararam apoio publicamente ao texto.      

O cenário de falta de votos é contestado pelas lideranças dos dois partidos. Segundo o líder da bancada do PMDB, Baleia Rossi (SP), a sigla deverá fechar questão a favor da reforma ainda na próxima semana. “É o partido do presidente Michel, é o partido do governo e o sucesso do governo é o sucesso do nosso partido”, comentou. Rossi avaliou que as mudanças ocorridas no texto durante a comissão e uma atuação direta do Palácio do Planalto junto à base aliada deverão facilitar o voto.

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O fechamento de questão é uma decisão tomada pela direção de um partido e que obriga deputados e senadores dessa legenda a votarem conforme a orientação da sigla. Caso contrário, esses parlamentares podem ser punidos até mesmo com a expulsão do partido.

O líder da bancada do PSDB na Câmara, Ricardo Tripoli (SP), disse que o partido não tem previsão de fechamento de questão. Segundo ele, há menos indecisos do que mostra o levantamento do Estado. Hoje metade da bancada já declarou que vota pela reforma. O problema é o ajuste no plenário e explicar para a população as mudanças que são importantes”, destacou o tucano.

* Sob supervisão de Murilo Rodrigues Alves

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