Mairiporã quer impedir leilão por causa de pedágio

A Câmara de Vereadores e a Associação de Profissionais Engenheiros e Arquitetos de Mairiporã (Apeam) tentam impedir o leilão da Rodovia Fernão Dias por temer o impacto ambiental que pode ocorrer com a construção do pedágio no quilômetro 66. ''''Não somos contra a privatização, queremos dialogar com o governo sobre a localização do pedágio'''', afirma o vice-presidente da Apeam, Carlos Alberto dos Reis Conte.A entidade entrou com uma ação no Ministério Público Federal (MPF) pedindo um mandato de segurança que impeça a realização do leilão, hoje. O presidente da Câmara de Vereadores de Mairiporã, Glauco Tadeu de Souza Costa, também pediu a impugnação do edital de privatização ao Tribunal de Contas da União e também ao MPF, mas ambos foram indeferidos.Ontem, Costa fez mais uma tentativa, protocolando uma ação popular com pedido de urgência de uma liminar contra a privatização na Justiça Federal .Ele afirma que essa é uma região de proteção ambiental, onde estão o Parque da Cantareira e a Serra dos Freitas, área tombada pelo de Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico (Condephaat).O local está a 500 metros do Rio Juqueri, que é responsável pelo abastecimento de água de 60% do município de São Paulo, de acordo com Costa. ''''Com as medidas jurídicas queremos chamar o governo para discutir com o município um local adequado para a construção do pedágio'''', conclui o vereador.

Elisangela Roxo, O Estadao de S.Paulo

09 de outubro de 2007 | 00h00

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