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Mais 216 mil terão seguro-desemprego ampliado

Ministério do Trabalho vai triplicar o número de beneficiados por parcelas extras

Célia Froufe, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

22 de maio de 2009 | 00h00

O Ministério do Trabalho quer triplicar a quantidade de beneficiados que recebem parcelas extras de seguro-desemprego por terem perdido o emprego por causa da crise. Normalmente, o trabalhador recebe o auxílio por um período de três a cinco meses, mas, com a medida, ele passa a receber de cinco a sete. Na primeira fase do programa, anunciada em março, foram beneficiados 103.707 trabalhadores demitidos em dezembro. Agora, o total sobe para 320.207. Ontem, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, anunciou a extensão do benefício para outros 216,5 mil. O programa cria 73.360 seguros para quem perdeu o emprego em janeiro e 143.140 para os dispensados em dezembro. Os demitidos do setor de alimentos e bebidas serão os mais beneficiados, num total de 45.290, distribuídos por vários Estados. O comércio varejista vem a seguir, com 38.304. O valor total estimado pelo Ministério do Trabalho das parcelas adicionais anunciadas ontem é de R$ 263,762 milhões. A medida será encaminhada para análise do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), e a expectativa é de aprovação já na semana que vem. O ministro informou que dificilmente haverá nova prorrogação. Isso porque, segundo ele, os dados do mercado de trabalho formal, medidos pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), já mostram reação. "Em fevereiro, o resultado já foi positivo e continuará positivo até o fim do ano. Esta será, portanto, a última etapa da concessão extra do seguro-desemprego", afirmou Lupi. O ministro avaliou também que a leve redução da taxa de desemprego medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) segue "um caminho natural". De acordo com o instituto, houve um recuo de 9% em março para 8,9% em abril. "O Brasil gerará 1 milhão de empregos este ano e a economia surpreenderá a todos", afirmou Lupi, acrescentando que projeta uma taxa de desemprego entre 8% e 8,5% no fim do ano. CRÉDITO PELO FAT O ministro adiantou ainda - sem dar detalhes - que levará ao Codefat na próxima semana um projeto de criação de linhas de crédito para incentivar a geração de empregos, no valor de R$ 300 milhões, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O setor de turismo será beneficiado com uma linha de R$ 200 milhões para capital de giro e investimentos, enquanto a renovação de frota de motocicletas para trabalhadores que as usem em serviço receberia R$ 100 milhões. No início do ano, Lupi havia anunciado a liberação de R$ 200 milhões para revendas de automóveis.

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