Mais alemães estão sem trabalho conforme crise se espalha

O número de alemães sem trabalho subiu pelo quarto mês seguido em julho, embora permaneça perto de sua mínima desde a reunificação da Alemanha há mais de duas décadas. A alta, embora menor do que a esperada, foi mais um sinal de que a crise da zona do euro está começando a afetar a maior economia do bloco.

MICHELLE MARTIN, Reuters

31 de julho de 2012 | 08h01

O número de pessoas sem emprego subiu para 2,888 milhões em julho, ante 2,881 milhões em junho, informou o Escritório do Trabalho nesta terça-feira, de acordo com dados ajustados sazonalmente.

A previsão em pesquisa realizada pela Reuters com 32 economistas era de que o número de desempregados subisse em 10 mil.

"No geral, o mercado de trabalho alemão está claramente perdendo força", disse o economista do ING Carsten Brzeski. "Dado o alto nível de emprego, não há necessidade de pânico. Entretanto, estão crescendo as indicações de que os tempos de despreocupação estão chegando ao fim", completou

Uma série de empresas alemãs anunciou cortes de empregos recentemente. Mas a taxa de desemprego permaneceu estável em 6,8 por cento, inalterada ante junho, mostrando que o mercado de trabalho do país continua bem em relação a seus parceiros da zona do euro como Espanha, onde o desemprego atingiu 24,6 por cento no segundo trimestre, o nível mais alto desde que a ditadura de Franco acabou em meados da década de 1970.

A alta do desemprego alemão irá, junto com os dados que mostram uma queda inesperada nas vendas no varejo do país em junho, afetar as expectativas de que o consumo privado pode impulsionar a economia alemã durante a crise financeira da zona do euro e a desaceleração econômica global.

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