Mais ativos tóxicos vão atingir bancos alemães, diz revista

Os principais bancos alemães registraram baixas contábeis até agora de apenas cerca de um quarto dos 300 bilhões de euros (cerca de 398 bilhões de dólares) de ativos tóxicos norte-americanos em sua contabilidade, noticiou a revista Der Spiegel, citando uma pesquisa com 20 grandes concessores de empréstimo. Isso significa que os bancos vão enfrentar mais grandes perdas à medida que eles fizerem as baixas contábeis dos ativos norte-americanos lastreados em hipotecas e empréstimos a estudantes, informou a revista no sábado, mencionando um estudo preparado para o governo pelo Bundesbank, o BC alemão, e pelo órgão regulador de mercados. O Ministério das Finanças em Berlim assume que o setor bancários alemão como um todo está carregando cerca de 1 trilhão de euros em ativos de risco em seus balanços, informou a revista. Um porta-voz disse que o ministério acredita que os bancos ainda tem "montantes significativos" de ativos de risco mas se negou a confirmar os dados da matéria da revista. O órgão regulador não fez comentários sobre a reportagem, enquanto autoridades do BC não estavam imediatamente disponíveis para comentar. O governo já lançou um programa de resgate de 480 bilhões de euros para fornecer novo capital ou garantias de empréstimos ao setor financeiro, mas apelos têm sido feitos para a criação de um "banco ruim", que compraria ativos podres dos bancos. O governo resiste a essa idéia. (Reportagem de Michael Shields e Thorsten Severin)

REUTERS

17 de janeiro de 2009 | 15h00

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