Curva de preços dos imóveis vai de R$ 118 mil a R$ 6,3 milhões

Apartamento de 350 m² com até 5 suítes, na Vila Olímpia, custa 53 vezes mais que unidade de 37m² com 1 dormitório no Jaraguá

Heraldo Vaz, Especial para o Estado

17 de junho de 2015 | 02h07

Os lançamentos feitos na cidade de São Paulo trazem unidades desde R$ 118 mil, o menor preço encontrado entre os novos imóveis que chegaram ao mercado no ano passado, até a cifra de R$ 6,3 milhões. Este é o preço registrado pela Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) para o apartamento tipo (modelo padrão) com 350 metros quadrados do Quartier Auri, na Vila Olímpia, zona sul da capital.

O empreendimento, lançado em setembro passado, tem entrega prevista para novembro de 2017. As coberturas (que não são apartamento tipo) chegam a ter 750 m². Neste caso, o preço é R$ 16 milhões, afirma o diretor da incorporadora Aurinova, Guilherme Auriemo. Ele destaca a "densidade diferenciada" do Quartier Auri. "São apenas três torres em um terreno de 8.500 m², uma quadra inteira", declara Auriemo. No total, são 66 apartamentos.

O projeto levou dez anos para ser executado. Primeiro, a incorporadora comprou 25 casas para formar o quarteirão ocupado pelo Quartier Auri e, depois disso, desenvolveu o projeto durante três anos.

"Só 14% do terreno será ocupado pelas torres", diz Auriemo. "86% da quadra será de uso comum, com piscina, quadras e área verde." Ele diz que metade das unidades já foi vendida.

Em 2014, a Aurinova entregou dois empreendimentos: um comercial em Joinville (SC) e o residencial Celebration, no Itaim, na zona sul de São Paulo. Neste ano, "não vamos lançar nada", diz Auriemo, ressaltando que o foco é na construção do Quatier Auri. "Somos uma empresa que toca um ou dois projetos por vez, como as incorporadoras de antigamente."

Os apartamentos padrão - com 216, 276 e 350 m² - têm de três a cinco suítes, além de quatro a sete vagas de garagem. As coberturas e duplex, que ocupam os andares maiores, têm 460, 550 e 750 m².

Garagem. Com incorporação e construção da Plano & Plano, o Certto Jaraguá, na Rua Friedrich von Roith, na zona norte, tem apartamentos de 37 m², com um dormitório e sem vaga, com preço registrado de R$ 117,9 mil a R$ 118,3 mil.

As unidades de dois dormitórios e sem vaga, com 43 m², custam R$ 133,5 mil. Nesta mesma tipologia, mas com uma vaga, o preço sobe R$ 20 mil. As vendas estão a cargo da Habitcasa, empresa do grupo Lopes."Temos duas fases do Certto", diz o gerente executivo da Habitcasa, Leandro Caramel, referindo-se ao empreendimento no Jaraguá. "É uma linha de produto econômico da Plano & Plano, que se enquadra no programa Minha casa, minha vida."

Segundo ele, foi um dos produtos com melhor performance na sua empresa. O carro chefe é a tipologia de dois dormitórios com 43 m². "Somando as duas fases, dá 240 unidades no total", diz Caramel.

A Habitcasa também vende apartamentos do Certto Itaim Paulista, na zona leste. As unidades de 41 m², com dois dormitórios e uma vaga, saem por R$ 164,9 mil.

Para a Habitcasa, o cliente principal é aquele busca o seu primeiro imóvel. Caramel vê "crise de confiança" entre os compradores. Para o segundo semestre e 2016, ele espera notícias melhores na economia.

"O cliente, quando tem dúvidas, posterga a decisão de compra, adia a decisão de fazer o investimento", avalia o executivo, acreditando numa melhora do quadro econômico para o próximo ano.

Segundo a Embraesp, o segmento de perfil econômico tem demanda garantida. Especialmente na fatia subsidiada pelo Minha casa, minha vida. Tem sido a mola propulsora de produtos populares no País, diz a coordenadora de Pesquisa e Análise de Mercado, Samantha Furlan, que vê o programa como "a democratização do leque da oferta habitacional".

Outros apartamentos que registram os menores preços foram lançados pela Tenda, empresa do grupo Gafisa. São imóveis de dois dormitórios, com 38 ou 42 m², que custam entre R$ 165,5 mil e R$ 168,3 mil.

 

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