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Mais consumidores, mais fábricas, mais lojas

Expansão do mercado consumidor nordestino atrai investimentos de fabricantes e varejistas

Tiago Décimo, de O Estado de S. Paulo,

23 de setembro de 2013 | 06h00

SALVADOR - De olho no crescente mercado consumidor nordestino, o Grupo Petrópolis prepara-se para inaugurar, nas próximas semanas, duas fábricas da cerveja Itaipava na região.

As duas primeiras unidades da empresa fora do eixo centro-sul do País – o grupo tem plantas no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Mato Grosso – serão inauguradas até o fim do ano em Alagoinhas (BA), a 108 quilômetros de Salvador, e em Itapissuma (PE), a 45 quilômetros de Recife, com capacidade anual de produzir 600 milhões de litros da bebida. A unidade baiana já está em fase de pré-produção.

O objetivo da empreitada, na qual está sendo investido, apenas nas fábricas, R$ 1 bilhão, é claro: descolar da rival Nova Schin, líder regional, na briga pela vice-liderança no mercado de cervejas nacional. Ambas contam com pouco mais de 10% do consumo no País, atrás da Ambev, que detém cerca de 70%.

A conta é simples, explica o diretor de Mercado do Grupo Petrópolis, Douglas Costa. "Nossa participação no Nordeste é de 0,5% do mercado", diz. "Com as unidades em funcionamento, em um ano queremos chegar a 15%, o que afetará a participação da empresa no mercado nacional."

Para auxiliar as vendas, o grupo lançou mão de uma inédita estratégia de marketing. Comprou, por R$ 100 milhões cada, os "naming rights" (direito de aliar o nome da marca a um empreendimento) das arenas que serão sede dos jogos da Copa do Mundo de 2014 em Salvador e no Recife. Além disso, prepara mais ações promocionais para os badalados carnavais das duas cidades.

As ações, claro, não ficaram sem resposta. Para manter a liderança no Nordeste, a Brasil Kirin, que produz a cerveja Nova Schin, investiu R$ 400 milhões em sua unidade baiana, também localizada em Alagoinhas, para dobrar sua capacidade de produção, fazendo da fábrica a maior do grupo no País.

  

Secretário do Planejamento da Bahia, José Sérgio Gabrielli, no debate sobre o Nordeste promovido no auditório do Estadão (Foto: Helvio Romero/Estadão)

Competição. A disputa entre cervejarias é apenas um dos muitos embates entre grupos empresariais que passaram a disputar avidamente os consumidores nordestinos. Uma das concorrências mais animadas nos últimos anos tem sido a protagonizada pelas redes de comércio de eletrodomésticos.

Apenas nos últimos quatro anos, a região viu chegar grandes atores nacionais, como Casas Bahia, Magazine Luiza e Ricardo Eletro. A estratégia adotada pela duas primeiras foi parecida: a compra de redes locais menores, seguida de crescimento orgânico.

A exceção foi a Ricardo Eletro, que após um período de abertura de lojas próprias, optou por uma fusão com a até então líder na região, a baiana Insinuante, da qual resultou o grupo Máquina de Vendas, em 2010.

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