Mais crédito e menos juros

O Banco Bilbao Viscaya Argentária (BBVA) alterou sua previsão de crescimento do crédito global da economia neste ano por causa da alíquota do recolhimento compulsório sobre os depósitos à vista. Hoje de 45%, deverá chegar a 15% somente no ano que vem. Com isso, a previsão de oferta de financiamento, que era de 10,5% de crescimento em relação ao ano passado, até a semana passada, baixou para 8%.A instituição manteve a previsão de um crescimento de 30% a 35% no volume disponível de crédito para a pessoa física. Porém, o economista-chefe do banco, Octávio de Barros, afirma que devem ocorrer novas quedas das taxas de juros cobradas do consumidor final, em função da redução do spread bancário - que é a diferença entre o custo de captação do banco e os juros dos empréstimos. Crédito ao consumidor deve seguir tendência de alta O cenário otimista, de acordo com Barros, confirma-se pela queda da inadimplência e melhora da situação das empresas, que apresentam seus balanços nesse período. Por isso, ele espera a manutenção do ritmo de crescimento do volume de operações de crédito e de queda das taxas cobradas do cliente final. Em fevereiro do ano passado, na ponta, o tomador chegou a pagar juros de 127% ao ano e, em maio de 2000, a taxa ficou em média em 67% ao ano, compara. "Há uma demanda reprimida por crédito que, diante das taxas atuais, ainda não se manifesta", diz o economista. Concorrência e juros mais baixos O presidente da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Henrique Pereira Gomes, confirma o aumento do volume de crédito para as pessoas físicas no segundo semestre também por conta do aumento da concorrência entre as empresas. "Todas querem aumentar o número de clientes e, para isso, têm de oferecer as melhores condições", afirma Gomes. Por conta disso, as financeiras estão procurando reduzir os custos. Essa economia será repassada ao consumidor, porém, em taxas menores. Com melhores condições de pagamento, há também queda dos registros de inadimplência, explica o presidente da Acrefi.

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