Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Mais da metade dos filhos que moravam com as mães aos 15 anos evoluíram no trabalho

Pesquisa revela a importância da presença da mãe no domicílio para a educação dos filhos

Mariana Durão, O Estado de S.Paulo

16 Novembro 2016 | 10h27

RIO - Mais da metade dos filhos que moravam com as mães aos 15 anos de idade conseguiu ascender profissionalmente em relação a elas, diz a investigação sobre mobilidade sócio-ocupacional da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2014, divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  A pesquisa revela a importância da presença da mãe no domicílio para a educação dos filhos.

A mobilidade intergeracional (dos filhos em relação aos responsáveis) dessas pessoas foi de 51,4%. Na prática, isso significa que eles conseguiram ocupações melhores que a de suas mães, com rendimentos superiores e menor vulnerabilidade social. Outros 36,3% mantiveram o mesmo estrato sócio-ocupacional da mãe e 11,5% tiveram mobilidade descendente. 

Já em relação ao pai, 47,4% melhoraram suas condições de trabalho em 2014, 33,4% reproduziram a ocupação do pai e 17,2% caíram de patamar, ocupando postos de trabalho com menor rendimento e maior vulnerabilidade. O IBGE considera mais vulneráveis pessoas com rendimento menor que um salário mínimo ou sem rendimento do trabalho, provavelmente sem vínculo empregatício. 

Os trabalhadores agrícolas - localizados no estrato de menor rendimento e maior vulnerabilidade entre os cinco pesquisados - foram os que registraram a maior taxa de evolução (26%), seguidos pelos trabalhadores da produção de bens e serviços e de reparação e manutenção (11,5%).   

Influência materna - A pesquisa do IBGE alerta para a importância da presença da mãe no domicílio para a educação dos filhos.  Os menores porcentuais das pessoas com 25 anos ou mais de idade sem instrução está entre aqueles que moravam com a mãe (10,3%) ou com ambos os pais (10,8%). Além disso, independentemente da idade, as pessoas que não moravam com a mãe na adolescência apresentaram taxa de alfabetização mais baixas.

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