Mais da metade dos metalúrgicos da CUT em SP já conseguiram reajuste de 8%

Com aumento, cerca de 130 mil trabalhadores terão ganho real de 2,5% nos salários; número de trabalhadores contemplados representa 65% do total dos que estão em campanha

Beatriz Bulla, da Agência Estado,

28 de setembro de 2012 | 14h43

SÃO PAULO - Cerca de 130 mil metalúrgicos da Central Única dos Trabalhadores (CUT) que estão em campanha salarial no Estado de São Paulo já conseguiram reajuste de 8% nos salários, com ganho real de 2,5%. O número de trabalhadores representa 65% do total de cerca de 201 mil metalúrgicos paulistas em campanha atualmente. O levantamento foi feito pela Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos (FEM-CUT/SP).

Até agora, dos seis grupos patronais que negociam com a FEM, apenas o grupo da fundição, que tem cerca de 4 mil funcionários na base, atendeu a reivindicação da categoria e já fechou acordo válido para todo o Estado.

Apesar dos demais setores ainda não terem fechado acordo conjunto, 399 empresas procuraram os sindicatos regionais, isoladamente, para evitar a paralisação das fábricas e ofereceram aumento de 8% aos trabalhadores. Esse fato, de acordo com a FEM, faz com que se chegue ao número de 130 mil metalúrgicos que já tiveram as reivindicações atendidas.

No ABC paulista, 185 empresas já atenderam a reivindicação dos trabalhadores. Em Sorocaba, o número é de 70 empresas, assim como em Itu. Os sindicatos de Taubaté e de Bauru fecharam acordo com 39 e 35 empresas, respectivamente. Os números são atualizados pela FEM-CUT diariamente. Em outras regiões, empresas de grande porte já atenderam a reivindicação de 8% de aumento, como a Tecumseh e a Electrolux, em São Carlos, e a IESA, em Araraquara, que somam cerca de seis mil funcionários.

As negociações com as bancadas patronais dos grupos 2 (máquinas e eletrônicos), 3 (autopeças, parafusos e forjaria), 8 (trefilação, refrigeração e outros), 10 (lâmpadas e outros) e estamparia continuam.

A orientação da FEM-CUT é que os metalúrgicos prossigam com paralisações, protestos e assembleias pulverizadas pelo Estado nas empresas que ainda não atenderam a reivindicação dos funcionários. "Ainda não tivemos retorno das bancadas patronais, mas já orientamos os nossos sindicatos a intensificarem as mobilizações nas portas das fábricas", disse, em nota, o presidente da FEM-CUT, Valmir Marques, o Biro Biro.

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