Nilton Fukuda/Estadão
O Banco Central já habilitou 677 bancos, fintechs e cooperativas para o uso do Pix. Nilton Fukuda/Estadão

Mais de 3,5 milhões de chaves já foram cadastradas no Pix

O cadastro dos clientes de instituições financeiras no novo sistema de pagamentos instantâneos foi liberado nesta segunda-feira

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

05 de outubro de 2020 | 13h35
Atualizado 14 de outubro de 2020 | 15h03

BRASÍLIA - O Banco Central informou há pouco, por meio de sua assessoria de imprensa, que registrou até as 18h30 de hoje um total de 3,5 milhões de cadastros de chaves no Pix - o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. Hoje é o primeiro dia de cadastramento das chaves. Não há prazo para terminar.

Desde a manhã de hoje, alguns clientes vinham reclamado nas redes sociais de dificuldades para acessar alguns aplicativos de bancos. A chave de usuário é um identificador de contas do Pix. O cliente pode cadastrar um número de celular, e-mail, CPF, CNPJ ou um EVP (uma sequência de 32 dígitos a ser solicitado no banco). Por meio da chave, será possível receber pagamentos e transferências 24 horas por dia, 7 dias por semana, todos os dias do ano. O sistema começará a funcionar em 16 de novembro.

Como informou hoje o Estadão/Broadcast, Bradesco e Itaú Unibanco tiveram instabilidade em seus aplicativos. Nenhum dos dois bancos, contudo, relacionaram a intermitência a uma maior procura dos clientes para cadastrarem suas chaves. O  Bradesco informou que as equipes do banco já estavam trabalhando para normalização total dos serviços. Já o Itaú Unibanco disse que o acesso ao aplicativo já estava sendo restabelecido e que segue trabalhando para "eliminar qualquer instabilidade que ainda possa ocorrer".

Segundo mostrou o Estadão/Broadcast, o BC habilitou 677 bancos, fintechs e cooperativas para o lançamento do Pix. Até o início da noite da última quinta-feira, 1, o BC havia publicado o aval para apenas 11 instituições começarem a operar o novo sistema de pagamentos. O salto do número de instituições habilitadas ocorreu na reta final, no fim da última semana.

Essas instituições já vinham trabalhando para atender às exigências do Banco Central e passar por testes de estresse, que buscam avaliar se elas estão preparadas para suportar determinado volume de pagamentos por segundo. Esses testes são importantes para garantir a efetividade e a segurança do Pix.

O sistema, que já tem similares em outros países, vai ser usado para permitir pagamentos e transferências bancárias em tempo real. Os grandes agentes financeiros são obrigados a aderir, mas a ferramenta atraiu um número expressivo de cooperativas, fintechs e financeiras.

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Com instabilidade nos apps dos bancos, BC lembra que não há data limite para fazer cadastro no Pix

Registro de dados dos clientes nas instituições financeiras para uso do sistema de pagamentos instantâneos começou nesta segunda-feira

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

05 de outubro de 2020 | 16h21
Atualizado 14 de outubro de 2020 | 15h02

BRASÍLIA - Com instabilidade nos apps dos bancos nesta segunda-feira, 5, o Banco Central afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não existe uma data limite para que pessoas físicas e empresas façam o cadastramento das chaves do Pix - o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. 

Desde a manhã desta segunda-feira, 5, alguns clientes têm reclamado nas redes sociais de dificuldades para acessar aplicativos de bancos para fazer o registro das chaves.

O cadastramento começou nesta segunda e, segundoo BC, seguirá por tempo indeterminado. A chave de usuário é um identificador de contas do Pix. O cliente pode cadastrar um número de celular, e-mail, CPF, CNPJ ou um EVP (uma sequência de 32 dígitos a ser solicitado no banco). Por meio da chave, será possível receber pagamentos e transferências 24 horas por dia, 7 dias por semana, todos os dias do ano. O sistema começará a funcionar em 16 de novembro.

Como informou o Estadão/Broadcast, Bradesco e Itaú Unibanco tiveram instabilidade em seus aplicativos. Nenhum dos dois bancos, contudo, relacionou a intermitência a uma maior procura dos clientes para cadastrarem suas chaves. 

O Bradesco informou que as equipes do banco já estão trabalhando para normalização total dos serviços. O Itaú Unibanco disse que o acesso ao aplicativo já estava sendo restabelecido e que segue trabalhando para "eliminar qualquer instabilidade que ainda possa ocorrer".

Até perto das 12h30, mais de 1 milhão de chaves já haviam sido cadastradas no Pix, conforme o Banco Central. O BC habilitou 677 bancos, fintechs e cooperativas para o lançamento do sistema. Até o início da noite da última quinta-feira, o BC havia publicado o aval para apenas 11 instituições começarem a operar o novo sistema de pagamentos. O salto do número de instituições habilitadas ocorreu na reta final, no fim da última semana.

Dentre os cinco maiores banco do País, o Bradesco recebeu o aval na quarta-feira para operar o Pix, enquanto Banco do Brasil, Itaú e Santander foram autorizados na quinta-feira à noite. A Caixa Econômica Federal foi a última a entrar na lista, na sexta-feira passada.

Essas instituições já vinham trabalhando para atender às exigências do BC e passar por testes de estresse, que buscam avaliar se elas estão preparadas para suportar determinado volume de pagamentos por segundo. Esses testes são importantes para garantir a efetividade e a segurança do Pix.

O sistema, que já tem similares em outros países, vai ser usado para permitir pagamentos e transferências bancárias em tempo real. Os grandes agentes financeiros são obrigados a aderir, mas a ferramenta atraiu um número expressivo de cooperativas, fintechs e financeiras.

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Total de instituições habilitadas para o sistema Pix chega a 677, diz BC

Cadastramento de chaves dos usuários da ferramenta instantânea de pagamentos começa hoje; sistema vai operar em novembro

Fabrício de Castro e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

05 de outubro de 2020 | 05h00

BRASÍLIA – O Banco Central habilitou 677 bancos, fintechs e cooperativas para o lançamento do Pix, nova ferramenta de pagamentos instantâneos criada pela instituição. Até o início da noite da última quinta-feira, o BC havia publicado o aval para apenas 11 instituições começarem a operar o novo sistema de pagamentos.

O prazo para a instituição conseguir permissão para participar da primeira fase de cadastramento das chaves dos usuários do Pix acabou na última sexta-feira. Já o processo de cadastramento das chaves dos clientes interessados em utilizar o sistema começa hoje. 

Nos últimos dias, várias instituições abriram cadastros prévios, mas a efetivação tem início a partir desta segunda-feira. Para isso, porém, as instituições precisam de aprovação. Em 16 de novembro, o Pix começa efetivamente a operar.

Dentre os cinco maiores banco do País, o Bradesco recebeu o aval na quarta-feira para operar o Pix, enquanto Banco do Brasil, Itaú e Santander foram autorizados na quinta-feira à noite. A Caixa Econômica Federal foi a última a entrar na lista, na sexta-feira passada.

Essas instituições já vinham trabalhando para atender às exigências do Banco Central e passar por testes de estresse, que buscam avaliar se elas estão preparadas para suportar determinado volume de pagamentos por segundo. Esses testes são importantes para garantir a efetividade e a segurança do Pix.

O sistema, que já tem similares em outros países, vai ser usado para permitir pagamentos e transferências bancárias em tempo real.

Os grandes agentes financeiros são obrigados a aderir, mas a ferramenta atraiu um número expressivo de cooperativas, fintechs e financeiras.

A chave de usuário é como um apelido para identificar as contas do Pix. O cliente pode cadastrar um número de celular, e-mail, CPF, CNPJ ou um EVP (uma sequência de 32 dígitos a ser solicitado no banco).

De acordo com Leandro Vilain, diretor executivo de Inovação da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), o sistema faz parte de medidas importantes para reduzir a necessidade de circulação de dinheiro em espécie, “que tem custo de logística de R$ 10 bilhões ao ano”.

As instituições que ainda não foram aprovadas precisarão cumprir as exigências da instituição até o dia 16 de novembro, ou poderão ser penalizadas. Pela Resolução BCB n.º 1, publicada no dia 12 de agosto, o Banco Central prevê a aplicação de multa por dia de atraso na entrada em operação do Pix.

Ao Estadão/Broadcast, o BC alegou, por meio de nota, que tem “conduzido com êxito, dentro dos prazos por ele fixados e determinados aos participantes, todos os testes necessários para garantir a segurança e a operação do sistema”.

“O processo de homologação estará concluído dentro da previsão estabelecida pelo BC. Os participantes estarão aptos a oferecer o Pix aos usuários no prazo, conforme previsto”, completou o BC. / COLABOROU DOUGLAS GAVRAS, DE SÃO PAULO

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