Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Mais de 13 milhões de brasileiros devem deixar compras de Natal para última hora

De acordo com levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do SPC Brasil, número equivale a 10% dos consumidores que têm a intenção de presentear na data

Maria Regina Silva, O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2019 | 11h06

Levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que em torno de 13,2 milhões de pessoas no País devem deixar para fazer as compras natalinas a poucos dias da data. O montante equivale a 10% daqueles que têm a intenção de presentear alguém, acima dos 8% registrados em 2018.

Conforme a pesquisa, a expectativa por promoções (48%) é a principal justificativa dos entrevistados para postergar as compras. Outros 20% estão à espera do pagamento da segunda parcela do décimo terceiro salário, enquanto 12% alegam falta de tempo para ir às compras. Uma outra fatia (11%) admite falta de organização e 10% citam a preguiça como argumento para empurrar a tarefa para a última hora.

A pesquisa ainda mostra que 3% dos entrevistados devem adiar as compras de Natal para janeiro de 2020, na esperança de aproveitar as tradicionais liquidações de início de ano. A maior parte dos consumidores se organizou para garantir os presentes ao longo de novembro (30%) ou na primeira quinzena de dezembro (41%).

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, afirma que, ao deixar as compras para a última hora, o consumidor acaba não tendo tempo para se ater a detalhes importantes, como pesquisar preços de diferentes marcas ou lojas.

"Na correria para garantir todos os itens da lista e não deixar ninguém sem presente, muitas pessoas acabam recorrendo ao parcelamento de forma impensada ou compram o produto na primeira loja que visitam. O recomendado é preparar uma lista de todos os presenteados, estipular o quanto se pode gastar e sair de casa com o dinheiro contado. Isso ajuda a evitar que o consumidor gaste além do valor previsto”, afirma.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.