Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Imagem Adriana Fernandes
Colunista
Adriana Fernandes
Conteúdo Exclusivo para Assinante

Mais de 200 mil na malha fina

Receita Federal dobrou o número de contribuintes autuados, arrecadando R$ 1,3 bilhão de janeiro a julho

Adriana Fernandes, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2021 | 00h00

A Receita Federal reforçou neste ano a malha fina do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). De janeiro a julho, as autuações pela malha fina cresceram 316,5% e chegaram ao valor, recorde para o período, de R$ 1,33 bilhão. Foram autuadas 208.471 pessoas físicas, 104,47% mais que no mesmo período do ano passado.A expectativa da Receita é que o número de contribuintes autuados por meio da malha chegue a 400 mil. Há 1.311.847 declarações do IRPF retidas na malha fina, das quais 483.638 são do exercício de 2007.A explicação para o aumento das autuações é o maior rigor na análise das declarações. Antes, a Receita autuava o contribuinte na malha, isoladamente, para cada ano-calendário. Hoje, se a pessoa cai na malha fina, as declarações de anos anteriores também são fiscalizadas. ''''A produtividade da malha ficou maior'''', disse o coordenador de Fiscalização da Receita, Marcelo Fisch.Balanço geral da fiscalização, divulgado ontem pela Receita, mostra que o valor das autuações feitas de janeiro a julho cresceu 66,22%, incluindo empresas e pessoas físicas, e atingiu R$ 39,99 bilhões. O total de contribuintes que tiveram de pagar impostos não recolhidos, além de juros e multas, chegou a 233.182, aumento de 90,28%.Com base nas operações de fiscalização em curso, a Receita prevê aumento ainda maior até dezembro, sobretudo com as operações Navalha, Hurricane e Têmis da Polícia Federal. ''''Os resultados até o final do ano são promissores'''', disse o secretário-adjunto da Receita paulista, Ricardo Cardoso. Para ele, o aumento das autuações reflete a melhor seleção dos contribuintes.Além da malha fina, a Receita autuou pessoas físicas por outros caminhos, obtendo crescimento de 352% nas notificações, que atingiram R$ 5,35 bilhões. A fiscalização de donos e dirigentes de empresas, por exemplo, rendeu R$ 2,136 bilhões, alta de 558,7% ante 2006. Foram autuadas 1.230 pessoas.No caso da malha fina, segundo Cardoso, dois terços das autuações são por omissão de renda. Também é freqüente a sonegação de despesas médicas e a omissão de renda de aluguel. Ele rebate a acusação de que os contribuintes aumentaram a sonegação por conta da elevada carga tributária. ''''O leão está mais atento e não mais guloso'''', afirmou.BANCOSDo lado das empresas, as autuações nas instituições financeiras (bancos, corretoras, seguradoras, distribuidoras, cooperativas e entidades de previdência complementar) foram as que registraram maior crescimento: 229% de janeiro a julho.Com lucros recordes em 2007, as instituições financeiras foram autuadas em R$ 9,44 bilhões. Entre os principais problemas estão recolhimento indevido da CPMF e do Imposto de Renda sobre ganhos em aplicações financeiras. No mesmo período de 2006, as autuações nessas instituições haviam somado R$ 2,87 bilhões.Em valor nominal, as empresas do setor industrial foram as mais autuadas: R$ 11,13 bilhões, com crescimento de 118,27%. As de construção civil foram autuadas em R$ 595,74 milhões, com aumento de 32,19%. As autuações no setor de comércio caíram 17,3%, atingindo R$ 4,08 bilhões. Empresas prestadoras de serviço foram autuadas em R$ 2,46 bilhões, equivalente a queda de 30,5% em comparação a 2006.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.