Mais de 2000 remédios poderão ser reajustados

A maioria dos laboratórios que entraram com pedido de reajuste nos preços de remédios na Câmara de Medicamentos quer aumentá-los em 5,94%, o máximo permitido. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, em Brasília, que até ontem, quando terminou o prazo para entrar com o pedido, 38 dos 95 laboratórios que terão direito a reajustar os preços enviaram suas planilhas. Os laboratórios que já pediram aumento nos preços produzem 1.921 remédios, dos 2.400 que podem ter os preços reajustados. De acordo com uma medida provisória do governo, publicada em dezembro, os laboratórios podem reajustar os preços de seus produtos entre 4,50% e 5,94% a partir deste mês. Mas essa regra só vale para remédios que não sofreram aumentos nos últimos 16 meses. Depois dos reajustes, os preços ficam congelados por um ano. A medida provisória foi anunciada quando acabou o congelamento que vigorou nos seis últimos meses do ano passado. Apesar de a maioria dos genéricos ter preços parecidos, há diferenças grandes em alguns casos, de acordo com o laboratório. O antibiótico amoxicilina é exemplo disso. A caixa com 15 cápsulas de 500 miligramas do laboratório Eurofarma custa R$ 6,80 e do EMS, R$ 14,28. Os valores correspondem ao preço máximo para o consumidor. Outro exemplo é o vermífugo mebendazol. O preço do produto da Knoll - R$ 3,15 - e o da Teuto, R$ 1,60.

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