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Mais de 50 executivos deixam Banco do Brasil e coligadas

A reposição das vagas abertas ou com interinos está bloqueada por ora, à espera da futura gestão do BB

Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

27 Dezembro 2018 | 05h00

A troca de governo e, consequentemente, no comando dos bancos públicos motivou um verdadeiro desembarque de executivos do Banco do Brasil e empresas coligadas. Até o momento, mais de 50 pessoas, entre vice-presidentes, diretores, superintendentes e gerentes deixaram o conglomerado.

Entre os que deixaram a instituição este mês estão: o presidente da BB Tecnologia e Serviços, Rodrigo Nogueira, na semana passada; e o presidente da Brasil Dental, joint venture do banco com a Odontoprev, Carlos Caffarelli. A reposição das vagas abertas ou com interinos está bloqueada por ora, à espera da futura gestão do BB. Internamente, a sensação é de que está por vir algum corte no quadro do banco, que somava 97.232 funcionários ao final de setembro. 

Espaço. As saídas devem facilitar o esforço de corte de pessoal. A reestruturação feita na gestão passada do BB, que enxugou o quadro em 12.383 funcionários, atingiu mais as agências, mantendo a diretoria quase que intacta. Atualmente, são nove vice-presidências e 27 diretorias, número máximo previsto pelo estatuto social, além de 11 unidades com o mesmo status de diretorias. 

Lista. A lista de baixas no BB cresce a cada dia. O movimento, porém, já era esperado, uma vez que a mudança na liderança do banco serviu de gatilho para executivos que já tinham condições de se aposentarem ou partirem para novos desafios darem tal passo. Pesam ainda rumores sobre a possibilidade de a futura gestão encerrar o Programa de Alternativas para Executivos em Transição, o PAET, que adiciona um bônus extra aos que deixam o banco.

Aqui e acolá. No braço de seguros do banco, o destaque após a renúncia do presidente da BB Seguridade, Antônio Maurício Maurano, foi o anúncio da saída do diretor de riscos corporativos, Leonardo Mattedi, e do diretor de estratégia, RH e transformação digital, Sergio Augusto Kurovski, ambos do Grupo Banco do Brasil e Mapfre. Procurado, o BB não comentou. 

Só assim. Satisfeitos com a mudança, brasileiros que foram morar em outro país voltariam à terra natal se tivessem negativa de renovação do visto ou por saudade de família e amigos. A conclusão é de pesquisa feita pela Talenses, consultoria de recrutamento e seleção, com 156 profissionais que decidiram deixar o Brasil por motivos de trabalho.

Cada um no seu quadrado. Dos entrevistados, 78% trabalham em sua área de atuação. Além disso, 80% estão empregados em uma empresa, 13% têm seu próprio negócio e 10% trabalham informalmente. A principal dificuldade enfrentada na mudança de País, conforme a pesquisa da Talenses, é a adaptação à cultura do local, questão citada por 49% dos entrevistados. Em segundo lugar, está o idioma, mencionado por 29% das pessoas.

Sociedade. O advogado Daniel Facó chega ao escritório Trench Rossi Watanabe para assumir a liderança da área transacional. Ele será responsável por conduzir operações de alta complexidade, especialmente no mercado de capitais, bem como liderar os grupos de prática societária e fusões e aquisições. Está a seu cargo ainda promover a expansão de novos negócios e reforçar o relacionamento com clientes.

Renome. Com mais de 20 anos de experiência, Facó era sócio do Cescon, Barrieu, Flesch & Barreto Advogados. Entre 2007 e 2014, atuou como sócio na prática de corporate finance do Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados. 

Novela. A Caixa Econômica Federal, por meio de sua seguradora, postergou o pedido junto aos órgãos reguladores para a nova parceria firmada com a sócia francesa CNP Assurances. Os documentos iriam ser protocolados ainda esta semana, mas o trâmite foi paralisado por orientação da futura gestão do banco público que deseja rever o negócio da venda do balcão de seguros. 

Pesou. A notícia caiu como uma bomba junto aos franceses. Agora, a CNP tenta convencer a sócia a reconsiderar a decisão e protocolar os pedidos ainda este mês.

Contra o feiticeiro. Na prática, a CNP estava demorando para dar sequência ao processo legal do novo acordo em uma tentativa que foi vista por interlocutores como uma forma de postergar o pagamento de R$ 4,65 bilhões pela revisão do contrato. Com a decisão da futura gestão da Caixa, o feitiço virou contra o feiticeiro. Caixa e CNP não comentaram.  / COM CRISTIANE BARBIERI

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