Mais de dois terços dos setores foram afetados

A pressão de aumento do custo do trabalho acima da variação da produtividade afetou 12 dos 15 setores da indústria nos últimos 12 meses, segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A situação mais complicada é a dos têxteis, cujas fábricas enfrentaram queda de 8,7% na produtividade e aumento de 2,9% no custo da folha de pagamento do trabalhador.

O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2012 | 03h04

"Somos uma indústria absolutamente competitiva dentro das fábricas, mas enfrentamos uma importação avassaladora de produtos asiáticos que recebem todos os subsídios possíveis para baratear preço e gerar emprego nos países de origem", diz Aguinaldo Diniz Filho, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções. Ele cita que exportadores chineses contam com 27 tipos de incentivos para baratear ainda mais o preço. "As medidas anunciadas pelo governo até agora mostram uma sensível preocupação com a desindustrialização e a redução dos empregos no País, mas ainda não são suficientes."

No primeiro semestre de 2012, a importação de produtos do setor atingiu U$ 3,3 bilhões, 9,9% mais que em 2011. Desse total, o vestuário respondeu por US$ 1,1 bilhão, o que representa forte aumento de 39%.

Segundo a Fiesp, os resultados negativos atingiram desde setores com maior intensidade tecnológica, como máquinas e equipamentos e meios de transporte, até segmentos ligados à disponibilidade de recursos naturais, como alimentos e bebidas e metalurgia básica.

Entre os cinco setores com bom desempenho estão os fabricantes de madeira, cuja produtividade subiu nada menos que 12,8%. No setor de papel e gráfica, o ganho de produtividade foi de 7,6% e na indústria do fumo, de 7,1%. / M.R.

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