Mais de R$ 6 bi em notas promissórias

A percepção de piora do ambiente macroeconômico e dos negócios nos próximos meses tem feito as empresas focarem no crédito de curto prazo, onde o custo está apenas começando a subir. Profissionais do mercado de dívida dizem que as emissões de debêntures estão congeladas, com apenas algumas poucas operações que já estavam contratadas, a maior parte de infraestrutura.

O Estado de S.Paulo

02 de março de 2015 | 02h06

As demais empresas estão recorrendo às operações de empréstimo bancário com instituições estrangeiras e acessando as instituições locais para emissão de notas promissórias. Segundo estimativas de um profissional que assessora empresas na captação de recursos no mercado de capitais, cerca de R$ 6 bilhões em notas promissórias devem ser emitidas até o fim de março por empresas de diversos segmentos, mas especialmente do setor elétrico.

Os bancos já estão embutindo nessas cotações de preço para emissão de notas promissórias uma chance muito grande de racionamento de energia. Do mesmo modo, as comissões que estão sendo cobradas estão igualmente dobrando. Uma empresa de primeira linha do setor elétrico que pagava 105% do CDI por uma operação de nota promissória, agora paga 120%. A estimativa é de que esse custo chegue a 150%. "E estamos no começo, porque os bancos públicos ajustaram seu apetite para baixo e suas taxas para cima. Os grandes bancos estão com dificuldade para acrescentar dívida do setor elétrico a seus balanços", diz um profissional do mercado.

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