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Mais de um terço dos trabalhadores conseguiu ascender na carreira em 2014

Segundo números da PNAD, do IBGE, mobilidade foi concentrada nas camadas ocupacionais mais baixas

Mariana Durão, O Estado de S.Paulo

16 Novembro 2016 | 10h28

RIO - Uma parcela de 38,6% da população ocupada brasileira conseguiu ascender profissionalmente em 2014, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A mobilidade foi concentrada nos estratos ocupacionais mais baixos. Apesar disso, a tendência constatada foi de imobilidade (49,1%) na carreira. Os dados estão no recorte de mobilidade sócio-ocupacional da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgado nesta quarta-feira.  

"Essas pessoas melhoraram em termos de rendimento médio e em termos de vínculo empregatício", diz Flávia Vinhaes Santos, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento (Coren) do IBGE.  A progressão dos trabalhadores rurais e dos profissionais do comércio, localizados nos estratos mais baixos da pesquisa, foi de 14,6%, respectivamente. Já aqueles que estão nos estratos mais altos tendem a se deslocar menos de área de trabalho.

De acordo com a pesquisa, 11,1% das pessoas ocupadas tiveram uma curva descendente em relação ao seu primeiro trabalho. Sem pesquisas anteriores realizadas nos mesmos padrões, o instituto não tem um parâmetro de comparação desses números. 

O IBGE divide as pessoas ocupadas da pesquisa em cinco estratos ocupacionais: dirigentes em geral e profissionais das ciências e das artes (A); técnicos de nível médio (B); trabalhadores de serviços administrativos (C); trabalhadores da produção de bens e serviços e de reparação e manutenção (D); vendedores e prestadores de serviço do comércio (E); e trabalhadores agrícolas (F).  Os primeiros são os grupos com maior rendimento e menor vulnerabilidade. Os estratos com maior número de trabalhadores com rendimento menor que um salário mínimo ou sem rendimento são mais frágeis, pela provável ausência de vínculos e direitos trabalhistas.

A mobilidade sócio-ocupacional é caracterizada pela influência do nível de instrução dos pais e sua trajetória profissional na ocupação e na renda dos filhos, assim como suas experiências educacionais e inserção no mercado de trabalho. Os dados acima tratam da chamada mobilidade intrageracional, isto é, ao longo da carreira. A PNAD 2014 também pesquisou a mobilidade intergeracional (dos filhos em relação aos pais).

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