Mais um ano com a inflação contida no limite do teto

ANÁLISE: José Paulo Kupfer

O Estado de S.Paulo

06 Dezembro 2014 | 02h03

Mais uma vez e apesar dos pesares a variação da inflação baterá na trave, mas também em 2014 não deverá ultrapassar, no fim do ano civil, o teto da meta. A alta do IPCA em novembro ficou em 0,51%, acima da variação de outubro, mas abaixo das previsões dos analistas, facilitando o fechar o ano abaixo de 6,5%.

Para superar o teto em dezembro, a variação do IPCA teria de ser superior a 0,87%, mas é improvável que alcance esse ponto, embora a tendência seja de alta. As projeções atualizadas dos analistas, para este mês, estão dentro de um intervalo que vai de 0,75% a 0,8%. Confirmada a previsão, a inflação do ano fechará entre 6,3% e 6,5%.

Desde que o centro da meta de inflação foi fixado em 4,5%, ainda em 2005, a inflação só coincidiu com o esse ponto em duas oportunidades - 2006 e 2009. Nos outros anos, a variação de preços, medida pelo IPCA, sempre ficou perto do teto. Não deverá ser muito diferente, segundo as estimativas atuais, pelo menos até meados de 2016.

Embora afetando todos os grupos de despesas, as altas de novembro foram menos generalizadas quando se observa o movimento dos preços item a item. O índice de difusão - que marca o número de itens que sofreram aumentos de preços no mês -, por exemplo, recuou em novembro.

Nas projeções dos analistas, a inflação medida pelo IPCA voltaria a superar o teto da meta em janeiro e fevereiro de 2015. A partir de março, porém, voltaria para dentro do intervalo e assim permaneceria no restante do ano.

Repetindo o padrão de anos mais recentes, a inflação mensal, de acordo com essas estimativas, desceria a seu ponto mais baixo em junho, mas ainda permanecendo, em 12 meses, na altura de 6%. Para o fechamento de 2015, analistas estimam uma variação do IPCA ligeiramente abaixo de 6,5%, limite do teto da meta de inflação.

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