Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Major Vitor Hugo diz que governo vai intensificar reuniões com partidos para discutir Previdência

O líder do governo na Câmara esteve na manhã desta quarta-feira com o presidente Jair Bolsonaro e com grupo de deputados do PSL

Adriana Fernandes e Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2019 | 13h43

Depois da aprovação da proposta de reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o líder do governo na Câmara, major Vitor Hugo (PSL-GO), disse que está aberto ao diálogo com os partidos nas negociações que vão começar na comissão especial que vai analisar o mérito da proposta.

Em entrevista ao Estadão/Broadcast, ele avaliou que as críticas à articulação do governo na votação da reforma são um sinal de busca desse diálogo. "É um sinal de fumaça, é o deputado dizendo 'eu existo, sou importante e quero abertura com você'", disse. Ele ressaltou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, está com a "calculadora na mão" para manter a espinha dorsal da Proposta de Emenda à Constitucional (PEC).

O líder esteve na manhã deta quarta-feira, 24, com o presidente Jair Bolsonaro e cerca de 10 deputados do PSL. A estratégia da articulação é intensificar não só reuniões mais "intimistas" com os com grupos menores, mas também dar espaço para que os parlamentares recebam o crédito nas suas bases nos recursos que estão sendo direcionados para obras nas suas regiões. Novos grupos serão organizados para reuniões com o presidente.

"O governo sabe que o parlamentar tem responsabilidade de levar melhorias às suas bases", ressaltou. A ideia é intensificar também o canal de diálogo direto entre os deputados e os ministros setoriais.

O presidente vai se reunir nesta tarde com os líderes do PTB, PSC, Cidadania e Patriota. "Queremos fazer com que todos os canais de diálogo se alinhem", afirmou, destacando que a articulação vai dar os subsídios aos deputados para que eles defendam da reforma da Previdência.

No radar do governo está a reclamação de parlamentares que votaram a favor da reforma do governo Michel Temer e acabaram virando alvo em suas bases eleitorais. A ideia é trabalhar para fornecer dados e informações que ajudem a blindá-los dessas críticas.

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