Malan aponta fatores para crescimento

Em seminário sobre Reforma do Sistema Financeiro Nacional, no Rio de Janeiro, o ministro da Fazenda, Pedro Malan, fez considerações a respeito do sistema financeiro nacional. Para ele, a regulamentação do artigo 192 da Constituição, que trata do assunto, deverá repercutir no desenvolvimento do mercado de capitais através do inventivo à poupança interna de médio e longo prazo.Segundo o ministro, o estímulo à poupança interna e a melhoria da eficiência no sistema de intermediação financeira são condição fundamental para o País crescer a taxas superiores a 4% ou 4,5%, sem inflação e com produtividade. Porém, esse estímulo à poupança interna no médio e longo prazo, depende do desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro e, para isso, é preciso que o mercado se sinta como um "local seguro". Nesse aspecto, o ministro citou como importante a reforma da Lei das S.As. Para o ministro, a regulamentação do sistema financeiro e a reforma tributária são as prioridades para 2001 porque o Brasil está conseguindo ter uma recuperação sustentada da economia, acompanhada por uma recuperação do emprego. O ministro citou a divulgação do PIB acumulado nos últimos nove meses, com crescimento 3,9%; segundo ele, um sinal da recuperação sustentada da economia sem inflação.Ele citou também a taxa de investimentos na economia, que vai chegar, ao final do ano, a 20% do PIB, o correspondente a cerca de R$ 200 bilhões. Malan também falou sobre inflação e, mais uma vez, reforçou que as metas fixadas pelo governo serão cumpridas. O ministro lembrou que o atual governo vai fixar as metas de inflação para 2003 e 2004.ExportaçõesCom relação ao incentivo às exportações, o ministro reafirmou que o governo vai adotar as medidas de incentivo às exportações anunciadas na semana retrasada pelo ministro do Desenvolvimento, Alcides Tápias, para tentar reverter os maus resultados obtidos pela balança comercial, que acumula um déficit anual de US$ 310 milhões (veja mais informações no link abaixo).ArgentinaO ministro da Fazenda, Pedro Malan, afirmou que não tem dúvidas de que o governo argentino conseguirá um acordo de ajuda financeira expressivo. Segundo ele, o país, assim como o Brasil, sofre com a vulnerabilidade externa. Ele citou três principais fatores de vulnerabilidade: a desvalorização do euro, que impacta diretamente as exportações; o elevado preço do petróleo e a elevação potencial das taxas de juros. Porém, na sua opinião, o pior da crise já foi superado. A Argentina fechou um acordo de ajuda com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e manteve a paridade do câmbio, o que favorece a estabilidade econômica do país.

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