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Malan critica excesso de cobranças feitas à Argentina

O ministro da Fazenda, Pedro Malan, criticou o excesso de cobranças e demandas feitas à Argentina. Ao falar sobre a necessidade de disciplina fiscal, Malan lembrou que o Brasil precisou de cinco anos para negociar com 25 dos 27 Estados acordos para as dívidas estaduais, o que permitiu uma nova relação entre a União e os Estados. Essa negociação, segundo o ministro, não pode ser feita de uma hora para outra ou de um dia para outro. "Não tem sentido demandar que isso seja feito em uma ou duas semanas", afirmou Malan, referindo-se as demandas feitas pelo Fundo Monetário Internacional ao governo de Eduardo Duhalde, sem no entanto citar a instituição.Malan disse que considera "questionável" a exigência de "discussões detalhadíssimas" sobre a proposta orçamentária argentina para 2003, dado o grau de incerteza sobre os indicadores macroeconômicos do país, sugerindo que fosse adotada uma postura diferente ao menos nesta fase atual, que ele chamou de "fase de transição". "É preciso definir prioridade e seu sequenciamento", disse o ministro, explicando que a solução da crise do sistema bancário é de "urgência urgentíssima", à medida que o país precisa de crédito para superar as dificuldades atuais. De acordo com o ministro, essa fase de transição, que ele espera que seja curta, dependerá do apoio internacional. A decisão argentina de adotar o câmbio flutuante, na opinião do ministro, será benéfica para a relação com o Brasil. Ele lembrou que as "tensões e fricções" entre os dois países nos últimos anos vieram em decorrência da desvalorização do real em 1999. Mas agora, com o câmbio flutuante, essas dificuldades deixariam de existir. O ministro disse também que o governo argentino pretende, no futuro, adotar um regime monetário de metas inflacionárias, o que poderia ocorrer após a solução dos atuais problemas decorrentes da adoção do câmbio flutuante e também do esperado acordo internacional com os organismos multilaterais. Malan voltou a defender a adoção futura de uma moeda única para o Mercosul. Para que isso ocorra, no entanto, o ministro ressaltou que os países do bloco terão de fazer um imenso trabalho no sentido de fortalecimento político e institucional e na busca de um ambiente econômico de estabilidade, entre outros pontos. "Nós queremos manter acesa a chama de uma moeda comum na região", disse o ministro, destacando que o governo brasileiro continua radicalmente contrário à adoção do currency board, ou a dolarização.

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