Malan diz que não há risco de aventura na economia

O ministro da Fazenda, Pedro Malan, em entrevista ao jornal francês Les Echos, disse que não há o risco de "uma mudança importante ou de uma "aventura" na política econômica do Brasil a partir de 2003. Segundo Malan, o Brasil alcançou "a maturidade política e um elevado grau de racionalidade econômica". Prova disso, segundo ele, é a lei de responsabilidade fiscal que é aplicada em 27 Estados brasileiros, "inclusive aqueles que são governados pela oposição, que se tornou muito pragmática". Malan reiteirou que acredita que confia na vitória do candidato do PSDB, José Serra, mas disse não estar preocupado caso isso não ocorra. O ministro citou o apoio dos candidatos aos termos do acordo firmado pelo governo com o FMI.Malan afirmou que o empréstimo do FMI somado aos empréstimos do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) contribuíram para reduzir as volatilidade no mercado e facilitarão a transição política no País. O ministro disse que os grandes bancos europeus pretendem preservar o atual nível de linhas de crédito para o Brasil e "aumentá-las progressivamente"O ministro brasileiro descartou a possibilidade de o Brasil promover uma reestruturação de sua dívida pública, mas ressaltou a importância da manutenção do "rigor fiscal". Segundo ele, o crescimento da proporção da dívida pública em relação ao PIB, que atingiu o seu pico em julho, se estabilizou e "agora vai diminuir".

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