Malan elogia governo e diz que tendência de juro é declinante

O ex-ministro da Fazenda Pedro Malan disse hoje que "a trajetória de juros é claramente declinante". Observou em seguida que caberá ao Banco Central (BC) decidir o ritmo e a intensidade da redução dos juros. Malan lembrou que a expectativa do mercado para a inflação nos próximos doze meses, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tem se reduzido e está abaixo de 7%. Questionado sobre qual seria a taxa de juros ideal para o crescimento, Malan riu e respondeu que "é seguramente bem menor que a atual, e é nesta direção que vamos caminhar". Elogiou várias vezes o comportamento do governo, principalmente na política macroeconômica, a qual, segundo Malan, tem sido pautado por "pragmatismo, responsabilidade e visão". Ele destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT mudaram e disse considerar que esta mudança "é um processo extremamente positivo". De acordo com o ex-ministro, isso ocorreu porque "o Brasil é um País extremamente difícil de governar, como percebem todos aqueles que se propõem a fazê-lo". Malan destacou ainda que, apesar de confiante, há obstáculos a serem superados. Entre eles, disse que é necessário um sistema de alianças que permita a realização do sonho, e que "o simples fato de que um futuro é desejável não significa que seja realizável". Defesa da AlcaO ex-ministro defendeu que o Brasil se integre à Alca e disse esperar que a economia norte-americana mostre uma recuperação a partir de 2004. Observou, no entanto, que os Estados Unidos estão com déficit em conta corrente de 5% do PIB, e o resto do mundo, segundo Malan, talvez não esteja disposto a continuar financiando isso, já que a taxa de juros daquele país é de 1%.

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